
segunda-feira, 24 de março de 2008
Canções de Janeiro

quinta-feira, 13 de março de 2008
O Dia da EOI de Mérida
- 18h00 - euroTrivial: recriação do conhecido jogo em que várias equipas com alunos de todas as línguas da escola (alemão, francês, inglês, italiano e português) terão de responder perguntas ligadas às diferentes culturas dos idiomas que estão a aprender. Haverá fantásticos prémios para os vencedores...
- 19h00 - Gala poética: partilharemos o gosto pela poesia num espectáculo de rara beleza em que contamos com a participação dos alunos. Podem ver aqui o contributo do Departamento de Português.
- 20h00 - Convívio: "comes e bebes". Não se esqueçam de trazer qualquer coisa para partilhar com os colegas. Pode ser doce ou salgado...
Vejam aqui o cartaz oficial do evento.
Segurança Rodoviária (II)

Vivemos numa sociedade há muito tempo enraizada na chamada cultura do vinho. Na actualidade, não concebemos nenhuma actividade social onde não se faça alguma ingestão de álcool. Contudo, as graves consequências do consumo de bebidas alcoólicas: doenças crónicas, dependência, acidentes rodoviários, agressões com lesões e homicídio, etc, têm feito com que a sociedade tenha aprovado leis que proíbem o seu consumo ou o limitam.

ETILÓMETRO PORTÁTIL. O seu valor é orientador. Mede também o álcool em litros de ar espirado (miligramas de álcool por litro de ar expirado). Se a taxa é maior à regulamentar deverá medir-se na seguinte fase na prova da precisão. Normalmente é utilizado nos dispositivos aleatórios para agilizar o controlo.
ALCOOLÍMETRO. Instrumento que serve para avaliar o teor de álcool no sangue. Mede o álcool em litros de sangue. Já menos utilizado.
Ver tabela com os limites de álcool permitidos

Entende-se por alcoolemia a concentração passageira de álcool etílico no sangue, resultante da ingestão de bebidas alcoólicas. Não existe um limiar a partir do qual o álcool deteriore as aptidões dos individuos. Escolheu-se 0,5 gramas de álcool por litro de sangue como orientador porque nesse limite já se apreciava deterioração e risco para os condutores.
O consumo de álcool está relacionado com quase metade de todos os acidentes mortais. Quanto mais sobe o nível de álcool, mais elevado é o risco de acidente, sobretudo na chamada “etapa da euforia”.
Por isso, para determinar a fase na que se encontra o indivíduo (ascendente ou descendente) serão realizadas duas provas de precisão com intervalo de dez minutos. Se a segunda for superior à primeira, encontrar-se-á na fase ascendente (absorção maior que a eliminação), quando forem praticamente iguais estará na “meseta”, e se a segunda é inferior à primeira estará em fase descendente (maior a eliminação que a absorção).
A máxima taxa de alcoolemia atinge-se ao cabo de uma hora após a última ingesta de álcool, e a eliminação total, umas 8 horas depois, dependendo da quantidade de álcool ingerido.
Ver tabelas sobre as consequências do efeito do álcool sobre o tempo de reacção a concentrações de 0.5 g/l

Sexo: maiores efeitos no caso das mulheres a igual dose e corpulência ao terem menos músculo e, por conseguinte, menos água onde distribuir-se.
Hábito de beber: criam-se mecanismos de tolerância que atenuan os sintomas.
Hora e clase de comida: a maior quantidade e existência de gorduras, menos taxas.
Interacção com medicamentos, psicotrópicos, estimulantes ou drogas tóxicas: não afectam à taxa, mas sim agravam sintomas ou efeitos, sobretudo os tranquilizantes.
Peso e corpulência: a maior massa, menor taxa.
Idade: a maior idade, os tecidos são mais gordurentos e o metabolismo deteriora-se.
Traumatismos crânio-encefálicos: os sintomas aparecem antes.
Doenças crónicas circulatórias e do metabolismo: distorcem a absorção, distribuição e eliminação, acrescentando as taxas.
Frio ambiental extremo: o metabolismo torna-se mais lento e aumenta a taxa.
Hemorragias: a taxa acrescenta ao ser menor a quantidade de sangue onde se dissolver.

Primeira fase: A pessoa está eufórica (às vezes depressiva) e faladora. Diminuem os reflexos e a coordenação mão-olho. (Taxas de 0.5 a 0.8 grs./l. álcool em sangue).
Segunda fase: Reflexos mais alterados com movimentos torpes e excitação com tendência à agressividade. Incoerência verbal, gritos, cantos, discussão e agressão. Toma iniciativas impulsivas. (Taxas de 0.5 a 1.5 grs./l. álcool em sangue)
Terceira fase: sistema de equilíbrio afectado com perda de estabilidade. Visão afectada (“dupla”). Redução da sensibilidade. Conduta psicótica. (Taxas de 1.5 a 4 grs./l. álcool em sangue).
Quarta fase: Risco mortal. Sono comatoso. Parada cardio-respiratória e morte. (Taxas superiores a 4 grs./l álcool em sangue).
Em resumo, o álcool aumenta uma fictícia sensação de segurança no indivíduo sobre si mesmo (falsa segurança) ao tempo que reduz as funções superiores (autocontrole, juízo, capacidade de raciocínio, coordenação, etc...), deprime controles sensoriais e motores (visão, equilíbrio, palavra, etc...) e chega, em casos graves, a debilitar as funções vitais (consciência, respiração, circulação sanguínea e morte).
É de salientar que, o que é produto da educação do indivíduo e de muitos séculos de civilização (capacidade de juízo, de razoamento, autocontrole ou a cortesia) é o primeiro em se anular, e, pelo contrário, o último em se suprimir são as funções puramente animais: as básicas da vida (respiração e circulação sanguínea) após as que vem a morte.
Texto de Anselmo Carvajal Galán (N.I.-1º)
terça-feira, 11 de março de 2008
Carpe Diem

segunda-feira, 10 de março de 2008
Magusto em Porto Côvo
- No seguinte texto redigido no mês Novembro de 2007, Guadalupe Grande Marín refere uma festa tradicional que dá pelo nome de Magusto e que tem lugar todos os anos no dia de São Martinho:
Gostaria de ter ido à excursão que os meus colegas fizeram na semana passada a Marvão e Castelo de Vide. Estou desejosa de conhecer essas vilas porque já muitas pessoas me disseram que são muito bonitas.
Eu também estive em Portugal, mas numa zona mais ao Sul, numa pequena aldeia chamada Porto Côvo. Vamos lá todos os anos porque temos uma vivenda que fica num parque de campismo que tem o mesmo nome da vila. O dono do parque tem por costume festejar São Martinho (11 de Novembro) e convida-nos sempre a almoçar no sábado seguinte a todas as pessoas que costumamos ir ao longo do ano. A festa consiste num almoço-convívio feito no jardim. Todos levamos as nossas mesas e pomo-las onde desejamos ficar. Os trabalhadores do parque e alguns voluntários grelham sardinhas, bifinhos de carne de porco, entremeada e castanhas que depois serão distribuídas pelas mesas. Para beber, é muito tradicional o água-pé, que é um vinho suave, que se bebe com gosto mas sobe à cabeça facilmente.
Texto e fotografias de Guadalupe Grande Marín (N.B.-2º)
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Clique aqui para ouvir a canção que Rui Veloso dedicou a Porto Côvo e à ilha do Pessegueiro.