quinta-feira, 16 de Abril de 2009

TEATRO

Na próxima segunda-feira 20 de Abril, no Centro Cultural Alcazaba de Mérida o grupo de teatro da Universidade de Extremadura - Área de Filologia Portuguesa chamado Teatro da Lua Cheia vai interpretar a peça ENCOMENDAÇÃO DE JOÃO CALAFATE, de Teresa Rita Lopes.
Cá têm a sinopse da obra:
Encomendação de João Calafate é teatro de intervenção, porquanto trata de um aspecto da realidade que tem marcado a sociedade moderna: o processo de desaparição da vida rural sob a pressão da vida urbana. A morte do protagonista, homem da aldeia, atingido por um automóvel numa rua da cidade, simboliza o fim de uma forma de vida ligada à natureza, com uns valores mais humanos e autênticos, que nada têm a ver com a hipocrisia e o poder do dinheiro que domina a gente das cidades. Com estratégias dramáticas próprias do teatro das vanguardas e do teatro de marionetas, numa linguagem poética carregada de lúdica ironia, assistimos à tragédia de João Calafate, como metáfora de um mundo em extinção.

Interpretação: Alberto Fondón, Ana Belén Cañamero, Jorge Vicente, María Eugenia Pedrosa
Ençenação: Lola Amado

quinta-feira, 2 de Abril de 2009

PÁSCOA



HISTÓRIA DOS OVOS E DATA DA PÁSCOA
O Domingo de Páscoa é a Ressurreição, simbolizada pelo ovo, significando o nascimento, a nova vida.
A tradição de oferecer ovos vem da China. No domingo de Páscoa, ao abrir o seu ovo, lembre-se que a paciência chinesa é responsável por essa tradição. Há vários séculos os orientais preocupavam-se em embrulhar os ovos naturais com cascas de cebola e cozinhavam-nos com beterraba. Ao retirá-los do fogo, ficavam com desenhos mosqueados na casca. Os ovos eram dados de presente na Festa da Primavera.
O costume chegou ao Egipto. Assim como os chineses, os egípcios distribuíam os ovos no início da nova estação. Depois da morte de Jesus Cristo, os cristãos consagraram esse hábito como lembrança da ressurreição e no século XVIII a Igreja adoptou-o oficialmente, como símbolo da Páscoa. Desde então, trocam-se os ovos enfeitados no domingo após a Semana Santa.
Há duas versões para explicar a substituição de ovos naturais pelos de chocolate. Uma delas conta que a Igreja proibia, durante a Quaresma, a alimentação que incluísse ovos, carne e derivados de leite. Mas essa versão é contraditória, pois, na Idade Média, era comum a bênção de ovos durante a missa antes de entregá-los aos fiéis. A hipótese mais provável é o ínício do desenvolvimento da indústria de chocolate, por volta de 1828.
Data da Páscoa
Para os cristãos a Páscoa representa a data da Ressurreição de Cristo e que é uma continuação da homenagem em memória à saída dos judeus do Egipto.Assim, o dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 de Março. Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adoptado como sendo 21 de Março (Concílio de Nicéia 325 d.C.). A quarta-feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa e portanto a terça-feira de carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.

Páscoa
Festa comemorativa da Ressurreição de Jesus Cristo, a Páscoa está associada a práticas alimentares em que os ovos, os folares, as amêndoas e os cordeiros ocupam o primeiro lugar.
O "Folar" tem particular relevância, havendo diferentes espécies - tão diferentes que o folar transmontano, por exemplo, só tem com o da Estremadura dois pontos em comum: o nome e a referência à Páscoa. Acrescente-se, contudo, que a tradição do folar, qualquer que ele seja, assenta num ritual de dádiva, soliriedade e convívio profundamente enraizado na sociedade portuguesa.
O folar mais corrente em Portugal é um "bolo de massa seca, doce, e ligada, feito com farinha de trigo, ovos, leite, azeite, banha ou pingue, açúcar e fermento, e condimentado com canela e erva-doce - uma espécie de fogaça - encimado, conforme o seu tamanho, por um ou vários ovos cozidos inteiros e em certos lugares tingidos, meio incrustados e visíveis sob as tiras de massa que os recobrem".

segunda-feira, 30 de Março de 2009

Bom dia e bom começo de semana!

A Amparo García (NB2) já tem disponíveis as fotografias de Campo Maior no seu site Picasa. São muito boas, Amparo. Foi pena não tirarmos uma do grupo completo.

Vejam as fotografias e deixem os seus comentários.

Até já!

domingo, 29 de Março de 2009

Campo Maior

Olá a todos!
Aproveito este espaço para agradecer a todos os que foram a Campo Maior a boa companhia e os bons momentos que passei no passado sábado nesta vila portuguesa. Conheci outros alunos da Escola e conheci um bocado melhor aqueles que frequentam as minhas aulas. Não foi uma viagem de ensonho, mas acho que foi uma boa prática para ouvir e falar português; as guias turísticas foram amáveis e muito prestáveis; conhecimos o Museu do Azeite (a parte dos desenhos animados foi muito didáctica, não acham?); já sabemos de quem são os ossos da Capela dos Ossos; quem era Santa Beatriz de Silva e em que restaurante não devemos comer se formos com pressa... Até houve um momento de risco: a descida pela estrada do Castelo de Ouguela com o autocarro a andar marcha atrás!!
Vi muita gente a tirar fotografias, entre eles o Dani (aluno do NB2), que já tem as suas em http://picasaweb.google.es/fotosaugustas/ e http://masallademerida.blogspot.com .

Façam os seus comentários sobre a viagem!!!

sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

CARNAVAL 2009

Olá pessoal, tudo bem?!

Parece que o Carnaval começa hoje em todos os cantos do mundo onde se comemora. Não pensem que só o Carnaval do Brasil é importante no mundo da lusofonia. Há quem prefira ver as raparigas morenas das escolas de samba a dançarem nos sambódromos de Rio de Janeiro e São Paulo. É impossível falar do Brasil e não contar nada do seu Carnaval.

Mas, sabem que também se comemora o Carnaval em Portugal?
Antigamente pelas ruas generalizava-se uma verdadeira luta em que as armas eram os ovos de gema, ou as suas cascas contendo farinha ou gesso, cartuchos de pós de goma, cabaças de cera com água de cheiro, tremoços, tubos de vidro ou de cartão para soprar com violência, milho e feijão que se despejavam aos alqueires sobre as cabeças dos transeuntes. Em vários bairros atiravam-se à rua, ou de janela para janela, púcaros e tachos de barro e alguidares já em desuso, como depois se fez também no último dia do ano, no intuito de acabar com tudo de velho que haja em casa.
Hoje é mais limpo e divertido.
Os lugares mais importantes onde se pode desfrutar do Carnaval em Portugal são Torres Vedras (a uns 50km ao norte de Lisboa), Ovar (a uns 40km ao sul do Porto) e Loulé (no Algarve).
Também na Madeira podemos assistir a um dos melhores espetáculos do Carnaval português.
Como podem ver, o Carnaval aparece de Norte a Sul do país, no continente e nas ilhas, e cada um com as suas características próprias.
Agora já podem contar aos seus colegas e amigos que nem só é importante o Carnaval do Brasil, mas também o de Portugal.
A nível mundial, Veneza ou Nova Orleães são dois lugares especiais onde passar umas boas férias de Carnaval.
E vocês, conhecem mais lugares onde se comemore o Carnaval?
BOM CARNAVAL A TODOS!!

segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

CICLO DE CINEMA


Não se esqueçam de que na próxima quinta-feira dia 12 de Fevereiro o Departamento de Português, em parceria com a Biblioteca Municipal, projecta o filme Central do Brasil. Não percam esta oportunidade de contacto com a cultura brasileira.
Biblioteca Pública Jesús Delgado Valhondo
Às 19:00h
Espero os seus comentários no blog após terem visto o filme!

domingo, 18 de Janeiro de 2009

Janeiro luso e verde

Olá a todos! Como correram os primeiros dias de aulas de 2009?

Neste mês podem desfrutar da cultura portuguesa em Puebla de la Calzada (Badajoz) e também podem contribuir para serem voluntários de Adenex e plantar árvores em Portugal e na nossa região extremenha com o Plantabosques 2009. Foi a Pilar Fuentes, aluna do NB2 que me enviou esta informação e achei interessante para sermos todos um bocado mais "verdes". As datas e os lugares são:

23-25 Janeiro : Serra de S. Mamede (Portugal)

30 Janeiro - 1 Fevereiro: Valencia de Alcántara

6-8 Fevereiro: Campiña Sur (Berlanga)

13-15 Fevereiro: Hornachos

20 - 22 Fevereiro: La Siberia (Herrera del Duque)

27Fevereiro - 1 Março: Cuacos de Yuste

6-8 Março: Monfragüe

13-15 Março: Jerte

20 - 22 Março: Las Hurdes

As pessoas interessadas com esta campanha devem telefonar a ADENEX, de segunda a quinta, das 18 às 20h.


Em Portugal há também um projecto parecido (Criar bosques). Consultem a web de Quercus e vejam quantas coisas se podem fazer pela Natureza!

quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

DESDE EMERITENSES EM PORTUGUÊS...
E FELIZ ANO NOVO 2009!!!

Postal de Amparo García
Aluna do NB2Ganhadora do concurso de postais de natal do Departamento de Português

CONTOS DO NATAL

Olá a todos!
Queria aproveitar esta nova mensagem para agradecer a todos os meus alunos os bons momentos que passámos juntos nos jantares do dia 11 e 12 de Dezembro e também na festa de Natal organizada pela EOI de Mérida. O grupo que melhor representou a canção de Natal foi o nosso, não foi? Eu tinha pensado dar nessa festa os prémios dos contos de Natal e dos postais que concursaram, mas só esteve lá a ganhadora do concurso de postais, a Amparo, do NB2. As ganhadoras do concurso de contos são a Pilar Fuentes (NB) e a Mariló Macho (NA), que receberão os seus prémios no mês de Janeiro. Podem ler os contos das colegas ao clickarem nos seus nomes, espero que gostem.


Mais uma coisa! Estes dois postais foram os finalistas do concurso. Aquele da Torre de Belém é do André (NB2) e o "musical" é da Pilar (NB2). São muito giros, não acham?

quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

CICLO DE CINEMA -


Ficha Técnica

Título Original: Adeus, Pai

Realizador: Luís Filipe Rocha

Género: Drama Ano: 1996

Duração: 85 Minutos


Elenco: José Afonso Pimentel ... Filipe
João Lagarto ... Manuel
Laura Soveral...DonaPaula/ Professora
Natália Luísa ... Mãe
Lourdes Norberto ... Avó
José Fanha ... Rodinhas
Adriana Aboim ... Joana
João Aboim ... Pedro
Daniel Martinho ... Taxista
Carlos Rodrigues ... Bum
Rosário Moreira ... Maid
Luka Ribeiro ... Turista Americano

Versão original com legendas em português
Biblioteca Delgado Valhondo - Quarta-feira – 3 de Dezembro -19h00

Era uma vez um filho que queria ter um pai que quisesse ter um filho...

Não é só para Filipe (José Afonso Pimentel) - que, aos 13 anos, consegue realizar o sonho de conhecer melhor o pai, Manuel (João Lagarto), numa fantástica viagem aos Açores. É também para a dona da pensão, às voltas com o retrato do pai, de quem não se lembra, omnipresente na parede da sala; e para os novos amigos do adolescente, que vão cruzar o oceano em busca do progenitor. Cada personagem de "Adeus, Pai" tem o seu próprio pai por resolver. E Filipe nem sequer é dos que se safam pior.
A surpresa de ver o pai chegar-lhe à cama, dizendo que vão de férias juntos - pela primeira vez na vida; a primeira desilusão quando, à chegada, o pai compra um monte de jornais; as confissões e intimidades; as brincadeiras e disparates de ambos no cenário onírico dos Açores.
Mas se tudo isto é um sonho tornado realidade para o rapaz de Lisboa, às vezes a realidade prega-nos partidas que se evitam sonhando.
Um filme a não perder!

quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

25 FESTA DO CASTANHEIRO



Que tal irmos a Marvão no próximo fim-de-semana? A 8 e 9 de Novembro são as Bodas de Prata da Festa do Castanheiro-Feira da Castanha, já que é a edição número 25. Para além de visitar a vila, podem desfrutar de um roteiro gastronómico de 1 a 15 de Novembro.
Alguém já conhece esta festa? Tiraram fotografias? Podem levar às aulas ou comentar no blogue...

quinta-feira, 30 de Outubro de 2008


Entre os dias 08 e 16 de Novembro de 2008, a Câmara Municipal de Borba volta a abrir as portas da Festa da Vinha e do Vinho 2008.A Festa da Vinha e do Vinho 2008 integra uma série de Feiras Temáticas - Vinhos e Enoturismo, Gastronomia, Produtos Regionais, Artesanato, Equipamentos e Serviços Vitivinícolas, Institucional e Empresarial.

CENTRO CULTURAL RAIANO DE IDANHA-A-NOVA



Não conhecem o Centro Cultural Raiano de Idanha-a-Nova? Visitem a web e descubram mais um lugar para desfrutar da cultura portuguesa.




No próximo dia 7 de Novembro, o jazz de Paula Oliveira. E de 1 a 30 de Novembro, Teatro Amador. Quem não viu Ibéria. A louca História da Península na Sala Trajano, tem uma segunda oportunidade no CCR (21 de Novembro).

quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

GONÇALO M. TAVARES NA AULA LITERÁRIA "Jesús Delgado Valhondo"
O escritor luso Gonçalo M. Tavares vai inaugurar a Aula Literária do ano 2008/09 na próxina quinta-feira, 23 de Outubro. O encontro será no Centro Cultural Alcazaba às 20:30h.
Assitam e conheçam mais um autor da língua portuguesa.
Para saberem mais de Tavares, consultem o seu blog ou a sua web, e depois deixem os seus comentários no blog emeritensespt.

sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

MÚSICA



Dentro do programa de Ágora podem assistir aos seguintes concertos:






Quarta-feira, 22 de Outubro


Palácio de Congressos de Mérida


21:00h


No seu blog podem ouvir música, conhecer as origens da fadista e a sua discografia...



No Jazz Bar, às 22:00h da próxima quinta-feira, podem ouvir a música do grupo Sem Origem enquanto bebem uns copos e falam com os colegas, em português, claro!


E para terminar a semana e dar as boas-vindas ao fim-de-semana assitam ao concerto dos Clã, no Palácio de Congressos a partir das 21:00h. Para saberem mais deste grupo musical podem visitar a web oficial e a página não oficial.
Aproveitem a oportunidade de ouvir música em portugués de vários estilos. Todos estes concertos são de borla...!

PERIPÉCIA TEATRO

Ibéria – A Louca História de uma Península - Peripécia Teatro

Três actores, de três nacionalidades diferentes, encontram-se num palco vazio. Consigo trazem apenas um pequeno kit. Lá dentro está um manual de instruções que servirá para concretizar uma fugaz, mas hilariante viagem pela história da Península Ibérica. Ao consultá-lo, vão dar por si rodeados por uma cruel batalha: portugueses, castelhanos e muçulmanos. Encarnarão Camões e Cervantes, que contarão as lendas de Inês de Castro, de Viriato, e de Numância assediada pelos Romanos. Terão que enfrentar-se, cara a cara, com a Padeira de Aljubarrota na Batalha com o mesmo nome. Viajarão nos barcos de Vasco da Gama e de Cristóvão Colombo.Uma peça que é também uma grande batalha onde o absurdo, a ironia e o humor lutam com lendas, factos históricos e episódios inverosímeis.
Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008
Sala Trajano

PERIPÉCIA TEATRO BOLGSPOT : http://peripecia-teatro.blogspot.com/







ÁGORA

Caros alunos e utilizadores do blog:
Mais um ano podemos desfrutar das actividades de Ágora. O Debate Peninsular. Não percam a oportunidade de contactar com a cultura lusa através de exposições, concertos, encontros literários, teatro, conferências, palestras...
De 20 a 26 de Outubro em Mérida.

Podem consultar o programa de actividades na web www.gitextremadura.com/agora


quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

FOTOS DE PORTUGAL

Bom dia! Já disse no último dia nas aulas (NB2) que este longo fim-de-semana ia a Portugal. Bom, vai estar, mas não foram os melhores dias para viajar. O domingo tive muito mau tempo: chuva, nevoeiro, um bocado de frio... Mas vi muitos lugares interesantes. Todo esto pode encontrar-se no meu espaço habitual de fotos: http://picasaweb.google.es/datoter/AldeiasHistRicas#
Dani, NB2
14 de Outubro de 2008 13:41

domingo, 28 de Setembro de 2008

AL MOSSASSA 2008 - Festival Islâmico em Marvão

Depois do sucesso do ano de estreia e da espectacular confirmação da segunda edição, com 7.500 visitantes em 2007, o festival islâmico de Marvão regressa com muitas novidades e em todo o seu esplendor.De 3 a 5 de Outubro, a parte alta da vila transforma-se numa deslumbrante máquina do tempo que nos transporta directamente para o século IX, para os tempos da sua fundação.
Conferências, Workshops, fabulosos espectáculos, muita animação e o "Mercado das 3 Culturas" farão as delícias de todos os vistantes durante 3 dias mágicos.
Programa Al Mossassa 2008

sábado, 27 de Setembro de 2008


Feira do Feijão-Frade na Lardosa (Castelo Branco)
De 3 a 5 de Outubro
No programa da Feira do Feijão-Frade não faltará música, gastronomia, exposições, provas de produtos regionais e conferências. Um passeio de bicicletas antigas e um passeio pedestre irão dar um colorido diferente à Feira do Feijão-Frade. Para além das pasteleiras é preciso ter em atenção a indumentária, onde a boina é um adereço obrigatório...

quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

O PESSOA DE AREIA


Há uns dias que um amigo me ofereceu o Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, e a partir desse momento começou a ser o meu livro de cabeceira. Costumo ler algumas páginas antes de me deitar, e lembro-me cada noite desta fotografia do escritor. Foi tirada durante as férias grandes, no Verão de 2007, no FIESA -Festival Internacional de Esculturas em Areia- de Guia (Albufeira-Algarve). Foram dias de praia e de sol, mas também de livros e de sossego. Acho que a fotografia transmite isso mesmo, sossego.
Para quem me ofereceu o livro, este é o meu presente: A fotografia, a minha primeira participação no blog e, sobretudo, sossego, muito sossego. Boa sorte!

terça-feira, 3 de Junho de 2008

Ecos na Lusitânia

Gostaram de Ben-Hur? Lembram-se com saudades de Gladiator?... Então não percam Ecos na Lusitânia, uma produção da Escolaugusta altamente recomendável.
Muitos parabéns a todos os que trabalharam no filme, especialmente ao Juan Luis. O resultado é simplesmente espectacular.
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quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Tudo isto é Fado

Centro Cultutal Alcazaba Ver localização
Quinta-feira 29 de Maio - 20h30

De Luís Galvão Teles
Com Ângelo Torres, Ana Cristina Oliveira, Danton Mello, Marcantonio Del Carlo, João Lagarto e Carlos Santos, aparecendo ainda Artur Agostinho
Comédia. Portugal 2003

Tudo isto é Fado, que foi incluído na selecção oficial em competição do festival Caminhos do Cinema Português, é a história da amizade picaresca entre dois jovens malandros, Amadeu e Leonardo, à procura de cumprirem o sonho conjunto de darem juntos o golpe da vida deles.
Entre Samba e Fado, do Rio de Janeiro até Lisboa, os nossos heróis vão acumulando fracassos e desilusões. Até lhes surgir pela frente, de revólver em punho, uma mulher fatal, Lia de seu nome, que os conduzirá até Reis, autor de livros policiais de quem se diz que comete os crimes que narra. Encontrado o objectivo e reunido o gang, é tempo e hora de acção: o roubo de um quadro verdadeiro de uma exposição sobre ARTE FALSA em noite de final do Campeonato de Futebol, com o País inteiro sentado frente ao televisor.
Entre o tímido não de Leonardo e o provocador sim de Amadeu, insinua-se o desejo unificador de Lia: “ainda bem que estamos todos de acordo”. É que levada a sorrir, a vida até tem graça.

domingo, 25 de Maio de 2008

Messenger em Português

Por que não um Messenger em Português?




Não só temos de falar, mas também de escrever. Vimos a escola cada dia para aprender a falar e escrever em Português. Falar é verdade que falamos muito porque gostamos de participar nas aulas, contar coisas e partilhar assim parte das nossas vidas com os colegas. Mas escrever é do que menos gostamos, e não estou a pensar apenas nos exercícios do livro. Haverá alguma coisa mais terrível do que ter de escrever uma redacção?

Talvez possamos arranjar a maneira de escrever com vontade:
  • Eu proponho que abramos uma conta de e-mail num site português como o http://www.sapo.pt/. O Sapo oferece um Messenger próprio e se nos adicionarmos todos poderemos contar-nos as nossas coisas por escrito aos fins-de-semana.

Eu já tenho a minha conta e quando me ligo à net tenho na primeira página as notícias do dia (gerais, desporto, internacional...)

Todos os serviços são gratuitos e a única regra é que a gente só fale em português...

Se quiserem, podem adicionar-me: gabrielcabrera@sapo.pt

Texto de Gabriel Cabrera Méndez (N.B.-2º)

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Vejam ainda esta animação sobre o Messenger do Sapo.

sábado, 24 de Maio de 2008

Eurovisão e Portugal

A canção portuguesa Senhora do Mar, interpretada pela jovem madeirense Vânia Fernandes, foi apurada na semi-final da passada quinta-feira para a Final do Festival Eurovisão da Canção 2008 que tera lugar hoje, 24 de Maio, em Belgrado, na Sérvia.
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Acham que vai ganhar muitos pontos?... Para o ano teremos Eurovisão em Lisboa?...
Quer se goste quer não, a verdade é que a história da música "ligeira" portuguesa está muito ligada ao Festival RTP. É aqui que se escolhe cada ano a canção representante para o concurso europeu e por ele passaram grandes nomes como Carlos do Carmo (1976) ou Dulce Pontes (1991). Podem ver aqui os ganhadores do certame.
  • Ficha (produzida para o Emeritenses em Português) onde poderá ver e ouvir as canções que representaram Portugal no Festival da Eurovisão.
  • Web portuguesa sobre o Festival.
  • Blogue da OGAE (Organisation Générale des Amateurs de l'Eurovision) de Portugal.

sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Viagem de estudo a Coimbra

A nossa viagem de estudo deste ano será finalmente realizada no próximo fim-de-semana. Desta vez, o destino é a cidade de Coimbra.
Se ainda não efectuaram o pagamento, podem ver aqui as instruções para o depósito ou transferência bancária.
Apresentamos também o programa com os horários e resto de informação complementar.

quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Canções de Fevereiro

Desta vez vamos votar nas músicas que estivemos a ouvir ao longo do mês de Fevereiro. Mas antes, o resultado de Janeiro: Montras (Mariza) foi a canção ganhadora com 7 pontos, seguida do Cacilheiro (Carlos do Carmo) com 4. E se gostaram de Montras talvez apreciem também Gente da minha terra... Vejam esta versão cheia de emoção. Será que a Mariza é realmente uma "super-fadista"?
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1 Ilumina-me (Pedro Abrunhosa)
2 Quem me leva os meus fantasmas (Pedro Abrunhosa)
3 Pontes entre nós (Pedro Abrunhosa)
4 Um pouco de céu (Mafalda Veiga)
5 Grita, sente (Diana Bastos)
6 Amatorius (Rodrigo Leão)
7 O Homem das Castanhas (Carlos do Carmo)
8 Rosa da Noite (Pedro Moutinho)
9 Fado Varina (Ana Moura)
10 Balada para uma velhinha (Kátia Guerreiro)
11 Vaga (Kátia Guerreiro)
12 Caravela (Kátia Guerreiro)
13 Quando (Kátia Guerreiro)
14 Oxalá (Madredeus)
15 Por um dia (Ana Moura)
16 Creio (Ana Moura)
17 Aprende o meu coração (Carla Pires)
18 Chuva (Mariza)
19 Aconteceu (Cristina Branco)
20 Rio de Nuvens (Cristina Branco)
21 O meu amor (Cristina Branco) Versão alternativa
22 Os solitários (Cristina Branco)
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E, mais uma vez, deixamos aqui duas dedicatórias. A primeira é para o José Manuel de Andrés Ramos, pelas semelhanças com o verbo pairar, Flutuo de Susana Félix e para a Concha Lana (bem-hajas por tudo), Dansen an zee, nas vozes de Cristina Branco e Blof.

Emeritenses em português ultrapassa 7.500 visitas

Emeritenses em português já foi visitado 7.576 vezes, segundo a Motigo Webstats, que monitoriza o desempenho do blogue. Uma "visita" é o acto de carregamento de um sítio na internet. Ou seja, é o que se classifica na linguagem corrente como entrar num sítio.

Apresentamos a seguir a procedência dos acessos e a percentagem que representa no total:

1. Espanha: 6.843-----90,3 %
2. Portugal: 433------- 5,7 %
3. Brasil: 179----------24 %
4. Alemanha: 27-------0,4 %
5. EUA: 24------------0,3 %
6. França: 10----------0,1 %
7. Reino Unido: 8------0,1 %
8. Bélgica: 5-----------0,1 %
9. Argentina: 4--------0,1 %
10. México: 4----------0,1 %
O resto: 39------------0,5 %

Total: 7.576----------100,0 %

sexta-feira, 25 de Abril de 2008

25 de Abril de 1974

Comemoramos hoje o Dia da Liberdade, os 34 anos da Revolução dos Cravos, com uma homenagem simples mas sentida.

Clique aqui para ouvir o seguinte poema na voz de Cristina Paiva.

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25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen

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quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Hermínio dos Santos Martins na EOI de Mérida

Hoje, dia 24 de Abril, pelas 20h00, teremos um encontro com o ilustre professor Hermínio dos Santos Martins. Farmacêutico e campeão europeu de autocross, entre muitas outras coisas, vem falar-nos do Fado (para ver o programa, cilque aqui).

Eis algumas ligações úteis para prepararem o encontro:
  1. Fado.com
  2. A alma de um povo
  3. Portal do Fado
  4. História do fado de Coimbra

Falaremos decerto também da Queima das fitas de Coimbra e da "serenata monumental" que marca o início das festividades e este ano terá lugar no dia 3 de Maio. Fiquem a conhecer melhor esta tradição anual ineludível no seguinte vídeo:

Não percam esta oportunidade única e aproveitem para resolver todas as dúvidas que tiveram sempre sobre o fado! Poderemos também colocar todo o tipo de questões sobre Coimbra, o nosso destino na viagem de estudo deste ano, uma vez que o professor Hermínio conhece a cidade do Mondego como ninguém.

quinta-feira, 17 de Abril de 2008

T2 para 3


Tomás, natural de Lagos e estudante de Psicologia, mete um anúncio na net à procura de companheiros para partilhar casa no Bairro Alto, em Lisboa. Matilde, do Porto, e Patrícia, de Viseu, também estudantes universitárias (Comunicação Social e Moda), respondem. Os três vão morar juntos num apartamento com dois quartos. T2 para 3 é o nome da primera série portuguesa produzida exclusivamente para a internet. Até agora foram já lançados mais de 50 episódios com uma duração de entre dois e quatro minutos.
  • Se bem que o argumento seja limitado e a qualidade do produto deixe bastante a desejar, vale a pena ver para treinar a compreensão oral. Podem assistir a todos os episódios clicando aqui.

quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Percuso literário em Lisboa

A Biblioteca Municipal “Juan Pablo Forner" de Mérida organizou um passeio literário pela cidade de Lisboa que terá lugar no próximo sábado 12 de Abril. Durante a excursão serão lidos textos de vários autores portugueses, nomeadamente Camões, Pessoa e Eça de Queirós. A selecção destes textos e o percurso que se vai seguir couberam ao Departamento de Português da EOI de Mérida, que desta forma colabora no projecto.

quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Dia das mentiras

Será que alguém acreditou na notícia que publicámos ontem? Já estavam a pensar que poderiam andar de escadas rolantes na escola e não teriam de voltar a subir a pé?...

Estiveram muito bem nos comentários. Acertaram em cheio. Essa história mirabolante é simplesmente falsa, mentira, um embuste, uma peta, ficção, pura ilusão. No 1º de Abril assinala-se o "Dia das mentiras". Em Portugal... e não só. Como podem ler nos comentários da entrada anterior, a Margarita lembrou-se do Poisson d'avril, o Peter do Aprilscherz, o Óscar do April Fool's Day e a Coral dos Santos Inocentes. Obrigado a todos. Com efeito, a tradição permite que neste dia se falte à verdade sem que isso traga consequências de maior.

Vejam o seguinte vídeo da SIC-Notícias que desmistifica algumas lérias. Mas antes, visitem estes sites com informações interessantes:

E para acabar, três perguntinhas:

  1. Na vossa opinião, quem mente mais? Políticos, publicitários, jornalistas, advogados, pscicólogos, namorados...
  2. Será que todas as mentiras são moralmente condenáveis?
  3. Qual é a maior mentira que já contou? Ou então a brincadeira mais "simpática", se gosta de pregar partidas...

terça-feira, 1 de Abril de 2008

Escadas rolantes

Mais uma vez, a EOI de Mérida surpreende todos com as suas pioneiras inovações. Nas próximas semanas serão instaladas as primeiras escadas rolantes a funcionar num centro educativo público em Espanha. A proposta surgiu no Conselho Escolar e, depois de várias reuniões, acabou por ser aprovada. Os representantes dos alunos no Conselho consideram extremamente cansativo ter de subir e descer as escadas da escola para aceder às salas de aula do primeiro e segundo piso, estando igualmente convencidos de que as aulas teriam um maior aproveitamento se não fossem precisos tais esforços físicos, como demonstra o grau de atenção dos estudantes de italiano ou o alto nível de participação nas turmas de Juan Luis e de Elisa, nas salas situadas no rés-do-chão.

A secretária da EOI de Mérida, Mª Jesús Quiroga, apresentou no mês de Fevereiro vários orçamentos de diferentes empresas do sector que propunham diversos modelos. Dois deles foram seleccionados numa primeira reunião: o OTIS T238 e o Schindler 9300AE, sendo este último o escolhido finalmente por ter um preço mais acorde com a péssima situação financeira da nossa escola.

As opiniões na comunidade educativa estão claramente divididas. Há quem concorde com a decisão e justifique a despesa, mas há sobretudo quem, como a própria Mª Jesús Quiroga, considere que se trata de um gasto totalmente desnecessário. “A EOI de Mérida dispõe já de um elevador, não percebo a necessidade de instalar escadas rolantes; sobretudo tendo em conta que, como é sabido, daqui a dois anos a EOI vai passar a ocupar as antigas instalações da Politécnica no centro de Mérida”, declarou a jovem secretária. Mercedes Ruíz Domínguez concorda e acrescenta que o facto de partilharmos para já o edifício da escola com o IES Extremadura deveria levar a repensar a decisão. –“Os alunos do IES vão dar cabo das escadas em dois tempos, está-se mesmo a ver... eles que nem os armários das salas respeitam...”–

Mais favorável à montagem do sistema é Peter Otto, que em qualidade de chefe do Departamento de Alemão avaliou positivamente a iniciativa. “Se a T-4 de Barajas tem, por que razão não haveríamos nós de ter também?”, perguntou de forma retórica e acrescetou que à idade dele já vai custando cada vez mais subir as escadas e que tem medo de andar de elevador. Mª José Mateos apoia as escadas e não duvida das incalculáveis vantagens que da sua instalação advirão para todos. No entanto, aponta que vai ser mais um aparelho que terá de limpar, e isto já não a agrada especialmente.
O chefe de estudos, Juanma Pérez, frisa o ar de modernidade que as escadas vão decerto dar ao espaço. A partir de agora, os emeritenses poderão vir passear à EOI em vez de irem até a uns conhecidos grandes armazéns de Badajoz. Além de pouparem na gasolina, vão ver que também gastam menos nas compras, visto não haver aqui nada à venda.

Elena Marín Molano, excelsa directora da EOI de Mérida, esclareceu a curiosidade deste blogue e explicou todos os pormenores das novas escadas. Por questões de segurança terão uma inclinação de 35º e a largura dos degraus será de 800 mm, tanto no piso inferior como no superior (onde se encontra a biblioteca). O modelo 9300AE alia as qualidades de robustez necessárias num edifício que da parte da manhã é frequentado pelos alunos do IES, a um design elegante e actual. Dispõe de uma força de tracção de alta capacidade ideal para responder às necessidades do nosso centro. O reduzido atrito da roda dentada (19 dentes!) para retorno da corrente de degraus minimiza a vibração e por sua vez o desgaste. Depois de esclarecer as nossas dúvidas, a directora lamentou não ter podido contratar também três tapetes rolantes para os corredores, como era desejo do Departamento de Português. A situação financeira não permite por enquanto este investimento, mas prometeu voltar a estudar o assunto no próximo ano lectivo.

Ficamos desde já à espera dos vossos comentários...

segunda-feira, 24 de Março de 2008

Canções de Janeiro

Continuamos o nosso percurso musical. A canção mais votada do mês de Dezembro, com 4 pontos, foi A Vida não Chega, de Viviane.

E quem ganhará na lista das músicas que nos acompanharam durante o passado mês de Janeiro?... Espero que participem escolhendo as três de que mais gostaram e deixando os vossos comentários.
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3 Rama da Oliveira (Teresa Silva Carvalho)
4 A Queda do Império (Vitorino)
6 O Cacilheiro (Carlos do Carmo)
7 Lusitana (Mafalda Arnauth)
9 Sextos Sentidos (David Fonseca e Sérgio Godinho)
11 Ninguém é de Ninguém (João Pedro Pais)
12 Manhã Submersa (Xutos & Pontapés)
13 Montras (Mariza)
14 O Cheiro dos Livros (Cabeças no Ar)
15 Ouve-se o Mar (Mafalda Veiga)
16 Quase Perfeito (Donna Maria & Paulo de Carvalho)
17 Redondo Vocábulo (Cristina Branco) Ouvir mais uma versão de Cristina Branco, de Janita Salomé e o original de José Afonso.
18 Vem (Madredeus)
19 Cha cha cha em Lisboa (Artur Ribeiro)
20 Queda do Império (Tet Vocal)
21 Queda do Império (Sons do Vento)
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Passamos às dedicatórias... para a Maria Bravo, o Re-tratamento dos Da Weasel, e para a Teresa Cacho Pinilla, a grande Cesária Évora.
E agora, mais uma paródia do antigo programa dos Gato. Lembram-se da Carta, dos Toranja? Vejam a versão alternativa.

quinta-feira, 13 de Março de 2008

Fotografias e vídeo do Dia da Escola


Obrigado a todos os que participaram na festança. Foi um fim de tarde muito especial e na melhor companhia.

Não percam as excelentes fotografias de Daniel Toril (N.B.-1º) e assistam ainda ao seguinte vídeo do espectáculo poético elaborado por Juan Luis para o Escolaugusta (podem encontrar os textos aqui):

Agora aproveitem as férias para descansar. As aulas recomeçam no dia 25 de Março, terça-feira. Entretanto, fiquem bem e não deixem de visitar o blogue para manter algum contacto com a camoniana língua ;-)

O Dia da EOI de Mérida

Celebramos hoje o "Dia do Centro", o mais importante do ano para a nossa querida escola. A partir das 18h00 teremos uma agradável festa-convío que não podes perder. O programa é o seguinte:
  • 18h00 - euroTrivial: recriação do conhecido jogo em que várias equipas com alunos de todas as línguas da escola (alemão, francês, inglês, italiano e português) terão de responder perguntas ligadas às diferentes culturas dos idiomas que estão a aprender. Haverá fantásticos prémios para os vencedores...
  • 19h00 - Gala poética: partilharemos o gosto pela poesia num espectáculo de rara beleza em que contamos com a participação dos alunos. Podem ver aqui o contributo do Departamento de Português.
  • 20h00 - Convívio: "comes e bebes". Não se esqueçam de trazer qualquer coisa para partilhar com os colegas. Pode ser doce ou salgado...

Vejam aqui o cartaz oficial do evento.

Segurança Rodoviária (II)

RISCOS DO ÁLCOOL NA CONDUÇÃO

Vivemos numa sociedade há muito tempo enraizada na chamada cultura do vinho. Na actualidade, não concebemos nenhuma actividade social onde não se faça alguma ingestão de álcool. Contudo, as graves consequências do consumo de bebidas alcoólicas: doenças crónicas, dependência, acidentes rodoviários, agressões com lesões e homicídio, etc, têm feito com que a sociedade tenha aprovado leis que proíbem o seu consumo ou o limitam.

APARELHOS E LIMITES DE ÁLCOOL EM ESPANHA

ETILÓMETRO EVIDENCIAL. Aparelho que mede o grau de alcoolemia de uma pessoa pelo teor alcoólico do seu ar alveolar expirado. Instrumento de precisão.

ETILÓMETRO PORTÁTIL. O seu valor é orientador. Mede também o álcool em litros de ar espirado (miligramas de álcool por litro de ar expirado). Se a taxa é maior à regulamentar deverá medir-se na seguinte fase na prova da precisão. Normalmente é utilizado nos dispositivos aleatórios para agilizar o controlo.

ALCOOLÍMETRO. Instrumento que serve para avaliar o teor de álcool no sangue. Mede o álcool em litros de sangue. Já menos utilizado.

Ver tabela com os limites de álcool permitidos

A conversão dos valores do teor de álcool no ar expirado (TAE) em teor de álcool no sangue (TAS) é baseada no princípio de que 1 mg de álcool por litro de ar expirado é equivalente a 2,3 g de álcool por litro de sangue.

RISCOS DO ÁLCOOL E ESTATÍSTICA

Entende-se por alcoolemia a concentração passageira de álcool etílico no sangue, resultante da ingestão de bebidas alcoólicas. Não existe um limiar a partir do qual o álcool deteriore as aptidões dos individuos. Escolheu-se 0,5 gramas de álcool por litro de sangue como orientador porque nesse limite já se apreciava deterioração e risco para os condutores.
O consumo de álcool está relacionado com quase metade de todos os acidentes mortais. Quanto mais sobe o nível de álcool, mais elevado é o risco de acidente, sobretudo na chamada “etapa da euforia”.
CURVA DE ALCOOLEMIA

Corresponde-se com as fases de absorção, distribuição e eliminação. No princípio a curva é ascendente, já que a ingesta excede à eliminação, sendo o seu ponto culminante uma hora depois do último consumo. Quando a absorção se equilibra com a eliminação, é a “meseta”. A seguir, descerá até chegar a zero pela eliminação. Tudo se for uma ingesta única, porque se a ingestão for sucessiva no tempo, se alterará a curva apresentando perfis de serra.
Por isso, para determinar a fase na que se encontra o indivíduo (ascendente ou descendente) serão realizadas duas provas de precisão com intervalo de dez minutos. Se a segunda for superior à primeira, encontrar-se-á na fase ascendente (absorção maior que a eliminação), quando forem praticamente iguais estará na “meseta”, e se a segunda é inferior à primeira estará em fase descendente (maior a eliminação que a absorção).
A máxima taxa de alcoolemia atinge-se ao cabo de uma hora após a última ingesta de álcool, e a eliminação total, umas 8 horas depois, dependendo da quantidade de álcool ingerido.

Ver tabelas sobre as consequências do efeito do álcool sobre o tempo de reacção a concentrações de 0.5 g/l


FACTORES INFLUENTES NAS TAXAS E EM SINTOMAS DE ALCOOLEMIA

Dependerá de factores biológicos. Podem ser gerais ou particulares de cada indivíduo e até mesmo circunstanciais:
Sexo: maiores efeitos no caso das mulheres a igual dose e corpulência ao terem menos músculo e, por conseguinte, menos água onde distribuir-se.
Hábito de beber: criam-se mecanismos de tolerância que atenuan os sintomas.
Hora e clase de comida: a maior quantidade e existência de gorduras, menos taxas.
Interacção com medicamentos, psicotrópicos, estimulantes ou drogas tóxicas: não afectam à taxa, mas sim agravam sintomas ou efeitos, sobretudo os tranquilizantes.
Peso e corpulência: a maior massa, menor taxa.
Idade: a maior idade, os tecidos são mais gordurentos e o metabolismo deteriora-se.
Traumatismos crânio-encefálicos: os sintomas aparecem antes.
Doenças crónicas circulatórias e do metabolismo: distorcem a absorção, distribuição e eliminação, acrescentando as taxas.
Frio ambiental extremo: o metabolismo torna-se mais lento e aumenta a taxa.
Hemorragias: a taxa acrescenta ao ser menor a quantidade de sangue onde se dissolver.

FASES:

Poderíamos dividir o comportamento humano em fases ou graus de embriaguez:

Primeira fase: A pessoa está eufórica (às vezes depressiva) e faladora. Diminuem os reflexos e a coordenação mão-olho. (Taxas de 0.5 a 0.8 grs./l. álcool em sangue).
Segunda fase: Reflexos mais alterados com movimentos torpes e excitação com tendência à agressividade. Incoerência verbal, gritos, cantos, discussão e agressão. Toma iniciativas impulsivas. (Taxas de 0.5 a 1.5 grs./l. álcool em sangue)
Terceira fase: sistema de equilíbrio afectado com perda de estabilidade. Visão afectada (“dupla”). Redução da sensibilidade. Conduta psicótica. (Taxas de 1.5 a 4 grs./l. álcool em sangue).
Quarta fase: Risco mortal. Sono comatoso. Parada cardio-respiratória e morte. (Taxas superiores a 4 grs./l álcool em sangue).
Em resumo, o álcool aumenta uma fictícia sensação de segurança no indivíduo sobre si mesmo (falsa segurança) ao tempo que reduz as funções superiores (autocontrole, juízo, capacidade de raciocínio, coordenação, etc...), deprime controles sensoriais e motores (visão, equilíbrio, palavra, etc...) e chega, em casos graves, a debilitar as funções vitais (consciência, respiração, circulação sanguínea e morte).
É de salientar que, o que é produto da educação do indivíduo e de muitos séculos de civilização (capacidade de juízo, de razoamento, autocontrole ou a cortesia) é o primeiro em se anular, e, pelo contrário, o último em se suprimir são as funções puramente animais: as básicas da vida (respiração e circulação sanguínea) após as que vem a morte.


Texto de Anselmo Carvajal Galán (N.I.-1º)

terça-feira, 11 de Março de 2008

Carpe Diem

Nesse dia, 22 de Agosto, decidimos ir à praia de Nossa Senhora, lá na nossa querida Zambujeira do Mar. Tudo corria perfeitamente, o sol brilhava e queimava, os miúdos brincavam na areia e com as ondas do mar. Lembro-me de um comentário que fizeram o meu marido e o nosso amigo Kliford acerca de três jovens que estavam a fazer megulho. Eles achavam que o mar não estava para isso, não havia condições, a maré estava a subir. -"Será que estão doidos?", disseram.

Algum tempo depois disto, percebi que alguma coisa não estava a correr bem. Nas rochas onde mergulhavam os três jovens amontoava-se um grupo de pessoas que olhavam para o mar. Um dos três jovens mergulhadores não saia da água. Já tinha passado meia hora, se calhar uma hora, e não sabiam nada dele. Eu estive o tempo todo a olhar para o mar ao pé da namorada de João Pedro, que era o nome do desaparecido. Vieram a polícia marítima, os bombeiros, equipas médicas, mergulhadores profissionais, um helicóptero e até a televisão.

Depois de duas horas, dois mergulhadores saíram da água com o corpo do jovem de 23 anos. O meu marido e um amigo tiveram de ajudar, pois era um homem alto e forte. Na fotografia pode ver-se como subiram o corpo do jovem lisboeta pela escada íngreme. Foi terrível. Quase não falámos entre nós do acontecido. Ainda não posso acreditar como é que uma vida se perde assim ao pé de nós, enquanto os miúdos estão a brincar e eu a apanhar sol.

Nesse mesmo dia, à noite, na praça da aldeia havia música ao vivo e dançámos todos, rimos, tentámos ser felizes, gostarmos da vida... porque tínhamos visto a morte muito perto de nós.


Texto e fotografia de Alicia Plá Benítez (5º Ano)

segunda-feira, 10 de Março de 2008

Magusto em Porto Côvo

  • No seguinte texto redigido no mês Novembro de 2007, Guadalupe Grande Marín refere uma festa tradicional que dá pelo nome de Magusto e que tem lugar todos os anos no dia de São Martinho:

Gostaria de ter ido à excursão que os meus colegas fizeram na semana passada a Marvão e Castelo de Vide. Estou desejosa de conhecer essas vilas porque já muitas pessoas me disseram que são muito bonitas.

Eu também estive em Portugal, mas numa zona mais ao Sul, numa pequena aldeia chamada Porto Côvo. Vamos lá todos os anos porque temos uma vivenda que fica num parque de campismo que tem o mesmo nome da vila. O dono do parque tem por costume festejar São Martinho (11 de Novembro) e convida-nos sempre a almoçar no sábado seguinte a todas as pessoas que costumamos ir ao longo do ano. A festa consiste num almoço-convívio feito no jardim. Todos levamos as nossas mesas e pomo-las onde desejamos ficar. Os trabalhadores do parque e alguns voluntários grelham sardinhas, bifinhos de carne de porco, entremeada e castanhas que depois serão distribuídas pelas mesas. Para beber, é muito tradicional o água-pé, que é um vinho suave, que se bebe com gosto mas sobe à cabeça facilmente.

Nesse dia, trabalhadores e residentes do parque, fazemos sempre um convívio muito agradável.

Texto e fotografias de Guadalupe Grande Marín (N.B.-2º)

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Clique aqui para ouvir a canção que Rui Veloso dedicou a Porto Côvo e à ilha do Pessegueiro.

quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Carolino Tapadejo na EOI de Mérida

No próximo dia 21 de Fevereiro, quinta-feira, pelas 19h00, teremos a visita de Carolino Tapadejo. Emblemática figura castelovidense e ex-presidente da Câmara Municipal, é actualmente o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Castelo de Vide. Trataremos o tema das relações transfronteiriças e ficaremos também a conhecer melhor o Norte Alentejano. O encontro, a não perder, terá lugar no salão nobre da escola.

segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Canções de Dezembro

Pois é, eu sei que estamos em Fevereiro, mas já sabem: mais vale tarde do que nunca...
A canção de Novembro que ficou melhor classificada foi:
Lisboa Menina e Moça (4 pontos).


Votem a seguir nas favoritas de Dezembro. Será que ainda se lembram?

1 A Vida não Chega (Viviane) Versão ao vivo
2 Sonho Lindo (Viviane)
3 A Maré (Viviane)
4 Da Próxima Vez (Luís Represas)
5 Que Valha a Pena (Luís Represas)
6 Acontece (Luís Represas)
7 O Jogo - Quando acordares (Luís Represas)
8 Nós Vamos lá Chegar (Luís Represas)
9 Prece (Luís Represas)
10 Ando em busca das palavras (Luís Represas)
11 Avenidas (Anabela)
12 Quero ir (Anabela)
13 Cais de Abrigo (Anabela)
14 Boca da Vida (Anabela)
15 Quando te falei em amor (André Sardet) Karaoke
16 Tu lês em mim (VdR)
17 O Primeiro Canto (Dulce Pontes) Na TVI com crianças
18 Garça Perdida (Dulce Pontes) Versão de Maria Fernandes
19 Só neste país (Sérgio Godinho)
20 Às vezes o amor (Sérgio Godinho)

E agora, especialmente para a Alicia do 5º ano, a canção de Jorge Palma "Encosta-te a mim" e para as suas filhas, Luna e Gala, o "Fado do Encontro" (Mariza e Tim). Espero que gostem.

sábado, 16 de Fevereiro de 2008

Língua portuguesa

Está a decorrer em terras portuguesas um concurso que já vai na quarta edição e que dá pelo nome de Campeonato da Língua Portuguesa. É uma iniciativa do grupo Impresa com o apoio do BPI.
Durante várias semanas, os candidatos terão de fazer exames onde serão testados os seus conhecimentos de português. Só os melhores poderão chegar à final, que será emitida em directo pela SIC, e conquistar o quarto título de Campeão da Língua.
A tarefa não é canja, pois, como se costuma dizer, a língua portuguesa é traiçoeira...



Tentem resolver os testes que já foram publicados e vejam as soluções aqui:
1º Teste
2º Teste
Acham complicado?...

Proponho mais uma actividade para o fim-de-semana:
Vejam este vídeo dos Clã a cantarem no programa dos Gato e, nos comentários a esta postagem, indiquem os pontapés propositatos à gramática e as calinadas que saem da boca da Manuela de Azevedo.
(Versão original: Problema de Expressão)

segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

DOT.COM

Biblioteca Pública Delgado Valhondo de Mérida
Quarta-feira 13 de Fevereiro

Com: María Adánez, José Conde, Margarida Carpinteiro
Género: Comédia
Portugal 2007, Cores, 104 min.

Águas Altas é uma pequena aldeia no interior de Portugal que anseia por uma estrada que a ligue ao mundo. Um projecto que tarda em chegar para desespero do jovem engenheiro Pedro. Para dinamizar a aldeia, Pedro cria um site: www.aguasaltas.com. Mas o site vai tornar-se num caso peninsular, quando uma empresa espanhola quer lançar no mercado ibérico uma marca de água com esse nome e fará tudo para conquistar esse domínio. A partir daí, gera-se a divisão da aldeia: há os que querem fechar o site, vendê-lo, lucrar com ele e os que vêem a atitude da empresa espanhola como mais uma tentativa de invasão. Num ápice, Águas Altas passa de aldeia a centro do mundo, sendo notícia de abertura de todos os telejornais. "Dot.com" é uma comédia de Luís Galvão Teles.

domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Serra de Tentudia

No Sul da província de Badajoz, entre Mérida e Sevilha, encontra-se a comarca de Tentudia. Terras de grande sabor histórico que nos lembram as façanhas daqueles guerreiros medievais que bateram as suas lanças contra o invasor.


E aqui a tradição alia-se à história com o "Santa Maria, detém o teu dia...". Estou a falar do Mosteiro de Tentudia, que, imponente, se encontra em cima da serra mais alta de Badajoz. Dali, as vistas são maravilhosas e os nossos cinco sentidos podem experimentar sensações inesquecíveis.

A VISTA. A Norte, azinheiras e montados, oliveiras e planícies que acabam na serra de Hornachos. A Sul, as montanhas apresentam tons azúis.
O OLFACTO, o cheiro dos pinhais, do tomilho, do alecrim...
O TACTO. Sentir na pele o ar gelado.
O OUVIDO. Ouvir o canto dos pássaros, a força do vento.
O PALADAR. Não se esqueçam de provar o vinho do Jacinto, o presunto, o porco... Magníficos.

E o Mosteiro está lá em cima da serra que leva o seu nome. Oferece a sua delicada arquitectura mudejar misturada com a renascentista.
É sem dúvida um lugar provilegiado onde a mão do homem, a história e a natureza dançam ao mesmo compasso... Não acham?

Texto e fotos de José Manuel Martínez González (N.I.-1º)
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E já agora, aproveito para dedicar ao Jose este vídeo com as músicas da nossa infância.

quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

As tartaruguinhas do mar

No Verão deleitei-me com uma das experiências mais belas que a mãe natureza nos oferece e que una pessoa como eu, que adoro animais, não esquecerá jamais.


Hoje quero partilhar com todas as pessoas que fazemos com que o blogue seja uma forma de comunicação a minha experiência com as TARTARUGAS DO MAR e a sua desova.
Estas tartarugas reproduzem-se nas praias de Cuba, e podem viver até aos 50 anos. Estes répteis têm um tamanho de 1 a 1,2 metros e o seu peso pode ir dos 100 aos 180 kg.

Na fotorafia pode ver-se Maria, uma das tartarugas mais velhas, e uma profesora cheia de experiência. Têm uma grande memória e quando estão preparadas para pôr os ovos, voltam à mesma praia onde nasceram. Não é fascinante?



Estes são os ninhos, o primeiro foi abandonado por encontrar a tartaruga uma pedra. A outra fotografia é de uma nidação e no fundo os ovos na terra.

Uma das coisas curiosas das tartarugas é que, enquanto elas estão na postura, à mãe tartaruga brotam-lhe lágrimas… Um impressionante detalhe que agarra as pessoas que estão vê-las. Mas isto acontece para que a tartaruga possa ter os olhos húmidos e limpos de areia. Triste decepção…


E no final… a libertação das pequeninas… Boa sorte e longa vida!


Uma última coisa, cuidem das praias e lembrem-se que não são só para nós; que há muita vida, não é?.


Texto e fotografias de Mar Ramos Caballero (N.I.-1º)

sábado, 19 de Janeiro de 2008

XXIII Cimeira luso-espanhola

Este fim-de-semana realiza-se a XXIII Cimeira Ibérica, no Mosteiro de Tibães, em Braga.

A cooperação transfronteiriça, os projectos rodoviários e ferroviários, com especial incidência na ligação de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, questões relacionadas com a energia, o ambiente, o aproveitamento de recursos hídricos, a saúde, a educação ou a segurança social serão discutidas nesta reunião.

O que acha da relação entre Portugal e Espanha?

segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Encontro con José Luís Peixoto

No âmbito da "Aula Literaria Jesús Delgado Valhondo", organizada pela AEEX.

Notícia redigida por Gabriel Cabrera Méndez (N.B.-2º):

No próximo dia 15 de Janeiro o autor português José Luís Peixoto estará em Mérida para falar sobre a sua obra literária com todos os assistentes ao encontro que terá lugar no Centro Cultural Alcazaba pelas 20h30.

Peixoto é um daqueles novos valores que irrompeu no mundo da literatura com muita força. Nasceu em 1974 em Galveias (Ponte de Sor) e em 2001 recebeu o prémio José Saramago pelo romance Nenhum Olhar.
A sua obra literária começa depois da morte do seu pai com o livro Morreste-me.

Peixoto reinventa a escrita em cada livro. Assim, cada obra tem um estilo completamente diferente e às vezes difícil de seguir. São livros para mentes despertas e leitores vivos.
Posso recomendar dois livros: Uma Casa na Escuridão e Cemitério de Pianos.

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Páginas recomendadas:

E finalmente uma entrevista para ouvir em formato mp3, ou então a partir do computador: clique aqui.

sábado, 12 de Janeiro de 2008

Reportagens TSF

A TSF oferece-nos grandes reportagens que, como diz Luís Bonixe, são um elogio ao jornalismo radiofónico. Excelentes trabalhos de destacados profissionais que aproveitam todas as potencialidades do meio de forma magistral.


Para este fim-de-semana sugiro a audição dos seguintes programas:

Vão ouvindo e depois, se as reportagens vos suscitarem algum comentário, partilhem connosco aqui no blogue as vossas opiniões...

quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

Vinho dos Amantes

No próximo sábado 12 de Janeiro às 21h00, espero que nos possamos encontrar todos em Badajoz, no Teatro López de Ayala, para assistir ao grande concerto de Janita Salomé. Sem dúvida, uma das maiores e melhores vozes do panorama musical português das últimas décadas.
Este espectáculo a não perder está patrocinado pela Delta Cafés e a APPEX (Asociación de Profesorado de Portugués de Extremadura).
Para nos prepararmos bem, deixo aqui algumas páginas que vale a pena explorar...

Não perca ainda a entrevista a Janita no programa da TSF Pessoal... e Transmissível.

domingo, 6 de Janeiro de 2008

Canção Simples

Neste dia de Reis, com toda a miudagem espanhola a brincar, quero sugerir uma canção simples e um vídeo cheio de crianças sorridentes no alfacinha jardim da Estrela.



Aqui podem ver uma reportagem sobre o lançamento do CD "O Jardim" de Tiago Bettencourt que contém esta canção.
E aqui uma versão ao vivo mais íntima...

Canção Simples - Tiago Bettencourt

Há qualquer coisa de leve na tua mão,
Qualquer coisa que aquece o coração
Há qualquer coisa quente quando estás,
Qualquer coisa que prende e nos desfaz

Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol

A forma dos teus braços sobre os meus,
O tempo dos meus olhos sobre os teus
Desço nos teus ombros para provar
Tudo o que pediste para levar

Fazes muito mais que o sol

Tens os raios fortes a queimar
Todo o gelo frio que construí
Entras no meu sangue devagar
E eu a transbordar dentro de ti
Tens os raios brancos como um rio,
Sou quem sai do escuro para te ver,
Tens os raios puros no luar,
Sou quem grita fundo para te ter

Fazes muito mais que o sol

Quero ver as cores que tu vês
Para saber a dança que tu és
Quero ser do vento que te faz
Quero ser do espaço onde estás
Deixa ser tão leve a tua mão,
Para ser tão simples a canção
Deixa ser das flores o respirar
Para ser mais fácil te encontrar

Fazes muito mais que o sol

Vem quebrar o medo, vem
Saber se há depois
E sentir que somos dois,
Mas que juntos somos mais

Quero ser razão para seres maior
Quero te oferecer o meu melhor
Quero ser razão para seres maior
Quero te oferecer o meu melhor

Fazes muito mais que o sol

De pernas p'rò ar



Aprendi a caminhar com as mãos seis anos depois de caminhar pela primeira vez com os meus pés.
Gostei tanto da sensação que o repetia uma e outra vez, apesar de que a minha mãe sofria imenso quando me via de cabeça para baixo, os olhos vermelhos como a cara, os móveis aterrorizados pelas minhas quedas, e as plantas do corredor amedrontadas contra as paredes cansadas de tanto vaso roto.

Mas o mundo ao contrário, igual que na história do lobo perseguido pelas ovelhas, merecia a pena. Sempre gostei de ter uma visão diferente das coisas, outro ponto de vista fora dos habituais, fora da tradição, das normas estabelecidas e perpetuadas, dos dogmas e da ortodoxia.

Agora que já não tenho aquela idade para estar a fazer acrobacias como então, quando estou à procura de alguma ideia ou tenho de tomar uma decisão importante, deito-me no sofá, com os pés sobre o respaldo, o corpo relaxado sobre o assento, e braços, pescoço e cabeça fora dele.

Há uns dias fui ao ginecologista para ver o meu menino, e quando o doutor me disse que o bebé estava de cabeça para baixo, sorri e pensei: olha, ele também gosta da mesma visão. Óptimo!!!


Texto de Lola Prieto Vivas (N.B.-2º)

segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

MMVIII

Glückliches Neues Jahr Feliz Año Nuevo Heureuse Nouvelle Année Feliz Ano Novo Happy New Year Buon Anno




Passagem de Ano no Funchal (Madeira)


O departamento de português da EOI de Mérida deseja-vos um 2008 cheio de coisas boas!!!

sábado, 29 de Dezembro de 2007

Mais Natal...

Era uma vez, lá na Judeia, um rei,
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.

A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia,
Porque um dia
O malvado
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.

Mas
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho,pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenino.

Que o vivo sol da vida acarinhou
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

Miguel Torga
(Diário-Poesias)
Coimbra, 12 de Outubro de 1937

A propósito de Miguel Torga, visitem A Voz do Chão. Vale a pena.


...E para acabar o Natal, as esperadas fotografias da grande festa da nossa EOI. Obrigado à Mariló, à Ana e ao José Manuel por terem partilhado connosco os seus dotes culinários, e ao Jesús pela sua selecção ibérica (Iberselec).

domingo, 23 de Dezembro de 2007

Feliz Natal

Frohe Weihnachten Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand Nedeleg laouen Bon Nadal Čestit Božić Feliz Navidad Gajan Kristnaskon Feliz Natal Hyvää joulua Joyeux Noël Kellemes Karácsonyt Merry Christmas Buon Natale God Jul Wesołych Świąt Sarbatori Fericite С Праздником Рождества Христова Klidné prožití Vánoc

Árvore de Natal na avenida dos Aliados do Porto

terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

Lígia Borges na EOI de Mérida



No próximo dia 13 de Dezembro, quinta-feira, pelas 19h00 teremos a visita de Lígia Borges, directora do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres.
Com ela aprenderemos muitas coisas sobre as tradições portuguesas desta quadra natalícia. Portanto, não devem perder este encontro, que deixará decerto saudades entre nós.

Canções de Novembro

No mês passado escolhemos as canções ouvidas em Outubro de que mais gostávamos e o resultado foi o seguinte:

1- Solta-se o Beijo (7 pontos)
2- Carta (5 pontos)
3- Um Resto de Tudo / Momento (4 pontos)
4- Para mim tanto me faz / Matas-me com o teu olhar (3 pontos)
5- Foi Feitiço / Estou Aqui / Deixa o Mundo Girar / O Carteiro / O Mundo aos meus Pés / Os Loucos de Lisboa (2 pontos)

Consideram que o resultado é justo?...


E a seguir, a lista das canções de Novembro:

1 Caçador de Sóis (Ala dos Namorados)
2 Tatuagens (Mafalda Veiga e Jorge Palma)
3 A Cor Azul (Delfins)
4 Não sou o Único (Resistência)
5 Postal dos Correios (Rio Grande)
6 Escolhas (Sara Tavares)
7 Eu Sei... (Sara Tavares) Ao vivo
8 Lado Lunar (Rui Veloso)
9 Jura (Rui Veloso) Ao vivo com Camané
10 O Mundo ao Contrário (Xutos & Pontapés)
11 Ai se Ele Cai (Xutos & Pontapés)
12 Faz-me Voar (Santos & Pecadores)
13 Apontamento (Margarida Pinto)
14 Agarra-me esta noite (Pedro Abrunhosa)
15 Eu Não Sei Quem te Perdeu (Pedro Abrunhosa)
16 Um Crime Perfeito (Ala dos Namorados)
17 Fala-me de Amor (Santos & Pecadores)
18 Lisboa Menina e Moça (Paulo de Carvalho) Versão original de Carlos do Carmo
19 Aldeia da Meia-Praia (VdR) Ouvir o original de José Afonso
20 Espaço Reservado (Ala dos Namorados)

Podemos escolher as nossas preferências? Vá lá, participem!

E, já agora, desfrutem da Mariza a cantar com o Rui Veloso (Não queiras saber de mim) e do Sérgio Godinho no seu mais recente sucesso (Às vezes o amor), dedicado a Boralá.

segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Santa Eulália de Mérida

Depois de um fim-de-semana especialmente prolongogado e que eu aproveitei para estar com febre, não podemos deixar passar o dia da Mártir sem dar os parabéns às "Eulálias" da nossa escola (eu lembro-me agora de Laly Peñaranda e Lali Parejo).
Etimologicamente, Eulália significa: "a que fala bem". Pormenor interessante para os que estudamos línguas... ;-)

sábado, 1 de Dezembro de 2007

Segurança Rodoviária

O EXCESSO DE VELOCIDADE DUPLICA A MORTALIDADE

Eis alguns dados interessantes e reveladores extraídos de algum magazine sobre trânsito. Vale a pena ter em conta as consequências que acarretam e que, infelizmente, assimilamos como mais uma rotina da nossa vida diária pela frequência com que se produzem. Estas conclusões que se relatam a seguir foram obtidas de umas estatísticas realizadas sobre acidentes mortais em função da velocidade no período de 2000 a 2004.

Se a preguiça não me atraiçoar, tenciono apresentar sucessivos artigos que estimo devem captar a nossa atenção.

Fotografias comoventes que ilustram de um modo real a trágica actualidade das estradas.

A velocidade agrava todo o tipo de acidentes rodoviários, qualquer que seja a via onde se produzam. Os acidentes mais graves produzem-se nas auto-estradas, onde se regista 20,6 % dos acidentes mortais pelas velocidades atingidas. O troço mais perigoso da rodovia é, paradoxalmente, a curva suave, onde se produzem os desastres mais graves e o maior número de falecidos. A explicação pode encontrar-se num excesso de confiança do condutor.
No que diz respeito ao tipo de acidentes, o relatório indica que os mais frequentes são as colisões frontais e fronto-laterais, mas os causadores que produzem maior mortalidade são os atropelamentos e saídas da via.

Velocidade por Comunidades em Espanha:
  • O País Basco, Madrid e a Galiza são as Comunidades com mais condutores falecidos por causa da velocidade; as que menos, a Rioja e o Aragão.
  • As mulheres infringem mais as normas de velocidade nas Ilhas Baleares, Cantábria e na Galiza; os homens na Andaluzia, Aragão e Catalunha.
  • Nas Canárias, Catalunha e Madrid, os acidentados por velocidades em zona urbana ultrapassam a média nacional.
  • Na Catalunha, Comunidade Valenciana e Galiza, os menores de 21 anos cometem mais infracções de velocidade
  • A Andaluzia é a Comunidade onde os condutores de ciclomotores e motocicletas têm mais acidentes por causa da velocidade.


Não quero concluir este artigo sem antes salientar que hoje os números em Espanha continuam a ser terríveis. Em cinco anos faleceram quase 17.000 pessoas em acidentes rodoviários e há muitas mais que não perderam as suas vidas, mas que viram arruinada a sua subsistência pelo que aconteceu na estrada. Balanço realmente negativo e arrepiante que nos convida a reflexionar se vale a pena (lembrando um recente lema de uma campanha publicitária de trânsito) perder um minuto na vida ou perder a vida num minuto.

Texto de Anselmo Carvajal Galán (N.I.-1º)

sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

Flora


Há alguns anos, comprámos uma reprodução para a casa onde eu vivia. Então eu apenas passava em casa o mínimo tempo possível, já que tinha trabalho de mais, tanto de manhã como à tarde, e não havia muito descanso para mim. Ora bem, como estava a dizer, esta imagem, cujo original em gesso pintado mede 0,38 x 0,32 cm, provem de Castellammare de Stabia, ou casa de Verão Arianna em Pompeia, e está patente no museu de Nápoles.

A figura encantadora e cheia de graça deste gesso, mostra-nos uma deusa, ninfa nos domínios do seu jardim, recolhendo delicadas flores que leva na sua cornucópia, para um destino misterioso encoberto no verde ilimitado do fundo.

Às vezes, para relaxar, gostava de contemplar a imagem. Eu sentia que ao contemplar aquela imagem algo sério começava a mexer-se dentro do meu peito. Eu era o observador, imaginava-me entre as folhas de um arvoredo, observando os contornos requintados da joven, adivinhando mesmo os traços do seu rosto, contemplando a beleza que envolvia seu gesto calmo ao caminhar, a delicadeza da sua mão a apanhar as flores.

No entanto, uma tarde de Outono de repente aconteceu. Era sábado. Depois de passar o dia todo fora de casa, chegei muito cansado. Mas o cansaço era um cansaço antigo, como uma carga que dia a dia estremecia as minhas costas, e eu, abraçado à rutina, não percebia. Entrei na sala, deitei-me no sofa à procura de algum sossego e olhei para a pintura pendurada na parede. Não me lembro quanto tempo estive a olhar para ela, mas foi então que aquela mágica figura, que eu contemplava com um inocente e descontraido olhar, me deu a resposta.

Ali, dentro da própria figura, camuflado na túnica vaporosa da joven, podia vê-lo com toda a claridade. O rosto do passo do tempo surgiu, murcho e velho, envolvendo-me o coração todo, mostrando a sua inquestionável crueza. Fiquei espantado perante tão grande descobrimiento ao sentir como o autor, há mais de 2.000 anos, apanhou e perpetuou nessa imagen o desejo mais antigo do homem.

Texto de Manuel Díaz Pérez (N.I.-1º)

quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

Uma Vida Normal

Biblioteca Pública Delgado Valhondo de Mérida
Quinta-feira 29 de Novembro às 19h

Ano de realização: 1994

Realizador: Joaquim Leitão
Actores: Anamar, Joaquim de Almeida, Margarida Marinho, María Barranco, Vítor Norte

(Legendado em português)

Argumento:

Miguel tem 40 anos e tem a sua conta de problemas. Está separado da mulher, mas enquanto parte de si quer tentar reconquistá-la, a outra parte tropeça constantemente noutras mulheres. Não tem tempo para o filho e a sua conta bancária está a chegar ao zero. Resumindo, a sua vida está a cair aos bocados. Tudo o que Miguel quer é uma vida normal (seja lá o que isso for)."A vida é muito complicada mas ainda não se inventou nada de melhor. Foi o que eu quis passar no filme", afirmou Joaquim Leitão ao Público aquando da estreia de "Uma Vida Normal", um filme que oscila sem se decidir entre o registo do melodrama e da comédia.

Não percam o filme e, se quiserem, deixem aqui depois os vossos comentários ;-)

O Pirata

Este é o meu gato. Chama-se Pirata e é um gato de raça persa.
Nasceu em Cáceres no mês de Março de 2001, mas foi na cidade de Arroyo de La Miel (Málaga) onde eu encontrei esta pequena bola de pêlo e soube que era para mim.
Comprei-o e trouxe-o para a minha casa, para a minha vida. Desde esse momento, o Pirata passou a fazer parte da minha família.

Agora já é mais tranquilo que quando era pequenino. Dantes gostava de mordiscar as plantas (agora também, mas já não as estraga), jogava com tudo aquilo que se mexia ou fazia barulho. Uma vez estava na cozinha e ao ouvir o ruído que fazem as cordas do estendal, como era muito curioso (ainda é), quis investigar a sua origem. Então subiu até ao parapeito da varanda, perdeu o equilíbrio e caiu no terraço do primeiro andar, eu moro no quinto! Nada lhe aconteceu!! Teve uma imensa sorte, mas já sabem: os gatos têm sete vidas. Agora só lhe restam mais seis, não é?... Grande sorte têm os gatos!

Foram as minhas sobrinhas quem o chamaram Pirata. Estávamos no jardim da casa delas debatendo os possíveis nomes para o gato. O gatinho tentava brincar com uma pequena borboleta e por um momento conseguiu trepar pela gelosia do jardim. Então a minha sobrinha mais nova gritou: “Olha! Parece mesmo um pirata!!”. E foi nesse momento que ele ficou baptizado.

Agora é um gato tranquilo, mais sábio, carinhoso e muito limpo. Gosta de tomar banho e de brincar com o jorro de água, embora goste menos do barulho do secador. Adora dormir no meu colo e eu adoro tê-lo ao meu lado.

Olhem bem para ele, não é adorável?



Texto e fotos de Teresa Cacho Pinilla (N.I.-1º)

domingo, 25 de Novembro de 2007

Saudades do Porto

O Porto é uma grande cidade com muitos atractivos para o visitante. Mas uma das coisas que não podes perder é uma viagem de barco pelo rio Douro. Sem dúvida uma travessia apaixonante com vistas espectaculares do Porto, de Vila Nova de Gaia e das pontes.
A ribeira do Porto é multicolor, e perto da magnífica ponte Dom Luís há esplanadas para tomar um “príncipe” enquanto olhas para a ponte, uma grandiosa obra de engenharia.
O cais de Vila Nova de Gaia tem um cheiro especial a bom Vinho do Porto e a caves lendárias. Deste lado há muitos restaurantes onde escolher para almoçar ou jantar, mais caro ou barato, e depois visitar as caves e ter a oportunidade de degustar este precioso néctar.



Texto e vídeo de Magdalena Calderón-Sánchez (N.I.-1º)



Esta fotografia mostra-nos o interior de uma das caves do vinho do Porto em Vila Nova de Gaia.

Quando eu olho para a fotografia chegam à minha cabeça muitas lembranças cheias de saudades. Lembro-me daquele fim-de-semana em que eu fui de viagem de estudo ao Porto com os meus colegas da escola de línguas.
A fotografía foi feita durante o percurso da nossa visita pelas caves do vinho. Naquela visita falaram-nos da elaboração e conservação do vinho, mas esta é outra história e terá de ser tratada noutra altura.

Eu posso falar de imensas anedotas que aconteceram durante aquela visita. Todos os colegas da escola e os nossos profesores a fazer batota, alguns de nós falávamos português, mas outros não percebiam e falavam espanhol. Começámos a misturar as duas línguas e afinal a nossa “fala” até era engraçada. Assim, podem olhar para a fotografia e aperceber-se que todas as pessoas que aparecem nela estão contentes e algumas delas até têm faces engraçadas.

Quando chegou o momento de experimentar o vinho a coisa foi bem pior. Quer dizer, o conjunto das nossas emoções e o cheiro do vinho misturado com o cheiro das caves fizeram com que a espontaneidade e originalidade das pessoas a brincar estivesse presente num ambiente onde a calma e o silêncio imperam.

Texto de Raquel Gómez Aparicio (5ºAno)

PORTO SENTIDO (Carlos Tê - Rui Veloso)

Quem vem e atravessa o rio
junto à serra do Pilar
vê um velho casario
que se estende até ao mar

Quem te vê ao vir da ponte / és cascata São-Joanina / dirigida sobre um monte / no meio da neblina // Por ruelas e calçadas / da Ribeira até à Foz / por pedras sujas e gastas / e lampiões tristes e sós // E esse teu ar grave e sério / dum rosto e cantaria / que nos oculta o mistério / dessa luz bela e sombria

Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento

E é sempre a primeira vez / em cada regresso a casa / rever-te nessa altivez / de milhafre ferido na asa

domingo, 18 de Novembro de 2007

Sábado no norte alentejano

Apresentamos a seguir as fotografias do almoço-convívio de sábado passado em Castelo de Vide:




E não percam as fotografias do Daniel Toril (N.B.-1) na Galeria Virtual dele. Espectaculares!

sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Viagem de Estudo

Marvão e Castelo de Vide 2007
Sábado, 17 de Novembro

Programa


8h30: Saída (do portão da Escola)
9h30 (hora portuguesa): Chegada a Marvão. Passeio pela vila. Visita ao Castelo.
12h30: Saída de Marvão em direcção a Castelo de Vide.
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13h15: Almoço no restaurante D. Pedro V.

Ementa

Entradas (enchidos, queijo...)

Sopa de hortaliças
Bacalhau Dourado
Porco à Alentejana

Sobremesa:
Gelado caseiro com molho de frutos vermelhos
ou
salada de frutas

Vinho, refrigerantes e café

(A ementa é a de todos os anos, uma tradição nas nossas viagens de estudo...)
____________

15h00: Visita guiada a Castelo de Vide.
18h30: Saída em direcção a Mérida.
22h00 (hora espanhola): Chegada ao portão da Escola.

Condessa Descalça


Desta vez tive tempo para escolher a velocidade e o diafragma adequados à penumbra que havia no quarto. Os movimentos da mulher eram lentos e às vezes permanecia numa absoluta imobilidade. Enquanto o meu colega tentava tirar da velha senhora informações para o seu artigo, ela não apartava seus olhos da minha câmara, era como se quisesse dizer-me alguma coisa que eu não chegava a compreender. Então aconteceu o inesperado. Ela, sem deixar de olhar para mim, levantou-se da cadeira e com muita energia percorreu os poucos metros que separavam a mesa onde estava sentada até ela chegar a um baú. Foram segundos, minutos? Não sei, para mim tudo desapareceu e eu só vi à mulher. Corri atrás dela sabendo que qualquer coisa de importante ia acontecer. Pela primeira vez, ela apartou os seus olhos de mim e começou a procurar entre a roupa.
Apanhou um embrulho e nesse mesmo momento virou o seu corpo e os seus olhos, tão tristes, voltaram a olhar-me como que a dizer-me: “é meu, é o meu único tesouro, aqui está toda a minha vida”. Carreguei no botão e fiz a fotografia.
Anos depois soube que “a Condessa Descalça”, tinha morrido sozinha naquela mesma casa, esquecida de todos.
__________
Texto e fotografia de Luisa Martínez Flores (5ºAno)

quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

Ceuta está na moda

Há já muito tempo que não moro na minha terra por muitas razões, mas eu lembro-me dela todos os dias. Talvez o facto de a minha mãe ainda morar lá seja o motivo mais importante, mas estou convencida de que outros motivos fazem com que esteja cheia de vontade de matar saudades em breve.

Muitas pessoas concordam com a ideia de que a infância é a melhor etapa da vida. As crianças, em geral, não têm problemas e só pensam em brincar. As minhas lembranças infantis são muito agradáveis e estão muito ligadas a essa terra que se chama CEUTA.

Ceuta é uma cidade no norte de África. É limitada pelo Estreito de Gibraltar e o Reino de Marrocos. Hoje em dia é uma cidade espanhola, integrada de pleno direito na Europa. A cidade desfruta de um excelente clima mediterrânico, com temperaturas muito estáveis e agradavéis. A média anual é de 17º C, 11º C ao inverno e 27º C ao verão. O clima permite desfrutar de mais de trezentos dias de sol por ano aos seus 75.000 habitantes e a todos os seus visitantes.

Segundo os antigos manuscritos foi fundada pelos descendentes de Noé 203 anos depois do dilúvio. Foi cartaginesa quinhentos anos antes de Cristo e participou na primeira guerra púnica. Tambén foi romana como toda a costa mediterrânea, mas foi arrasada pelos vándalos de Genserico no ano 423. Depois foi ocupada pelos godos e bizantinos. No ano 711 é tomada pelos bereberes musulmães os quais, depois da traição do lendário Conde D. Julian, dominaram a Península Ibérica durante setecentos anos. No dia 14 de Agosto de 1415 é reconquistada por D. João I de Portugal e foi portuguesa até que os dois reinos ibéricos se uniram sob o reinado de Felipe II de Espanha no dia 30 de Setembro de 1580. Portugal separou-se de Espanha em 1640 e nessa altura os ceuties decidiram livremente ser espanhóis. Foi por isso que o rei Felipe IV lhe concedeu os títulos de “Sempre Nobre, Leal e Fidelíssima Cidade”.

Ceuta apresenta um grande leque cultural. Através das visitas aos seus onze museus, consegue-se conhecer a sua história. Estas visitas mostram uma grande variedade de pormenores da constante história militar da cidade, o que marca a presença de Ceuta em diferentes capítulos da história de Espanha.

Mas a visita não deve acabar ali. Nenhum visitante pode voltar para a sua terra sem visitar locais como o conjunto monumental das “Murallas Reales”, O fosso de “La Almina”, a Cerca Merinida, Os Banhos Árabes, O Farol de Ceuta, O miradouro de Benzú, “A Mulher Morta”, o miradouro de Isabel II, o de Sto. António, a praça dos Reis, a Catedral e a Igreja da Nossa Senhora de África , padroeira da cidade.

Quem gostar dos desportos aquáticos deve saber que é possível praticar muitos deles como o mergulho, o kajak, a vela, o surf, a pesca subaquática... O seu porto desportivo está situado no mesmo centro da cidade e muito perto dele está o Parque Marítimo desenhado pelo arquitecto canariano César Manrique. A zona de lazer é o “Poblado Marinero” junto ao Parque, o qual permite aos turistas usufruir de muitas actividades sem terem de se deslocar. Mas Ceuta não está apenas rodeada pelas águas, o Monte Hacho e o Monte García Aldave envolvem-na em zonas verdes onde se podem praticar desportos como senderismo e equitação, ao mesmo tempo que se desfruta da natureza. Durante os passeios pelas montanhas, podem-se contemplar tambén inúmeras espécies animais.

A gastronomia está muito ligada ao mar. O mais atractivo dela é a mistura de sabores que é reflexo fiel da mistura das culturas que convivem na cidade. Não podemos esquecer que é uma cidade onde dois continentes convergem, dois mares emergem e quatro culturas vivem juntas em perfeita harmonia. É por isso que os seus sinais de identidade são a tolerância e o convívio. Portanto não hesitem e, de ferry ou de helicóptero, visitem Ceuta já.


Texto de Mariló Macho Lara (4ºAno)

segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

Para os que gostam de mitologia

As Moiras, as três deusas que decidiam o destino dos antigos gregos.

Cloto, a fiandeira; Láquesis, a que deita a sorte e Átropo, a inexorável, eram filhas de Nix, a Noite, e haviam nascido do espírito de uns pássaros com a missão de supervisionar a vida futura dos bebés.

O seu propósito original era determinar o destino de cada indivíduo ao nascer.
Pouco a pouco, as moiras adquiriram um papel importante, mesmo que o valor dos seus decretos nem sempre estivesse claro.

As moiras representam-se como três fiandeiras que tecem o destino de os homens. Cloto fazia girar os destinos no seu fuso, Láquesis media-os com uma vareta e Átropo cortava-os.
Depois de as moiras decidirem o momento da morte, apareciam as malévolas Ceres, espíritos femininos com garras e capas cheias de sangue que desferiam o golpe fatal e levavam a seus vítimas à terra das sombras.



Os homens pensavam, com arrogância que poderiam controlar o seu destino vivendo sem nenhum risco.
Alguns deuses inclusivamente mofavam-se das moiras: Apolo tentou uma vez emborrachá-las para evitar a morte de um amigo.

No Oráculo de Delfos, só se veneravam duas moiras: O Nascimento e a Morte.
Acreditou-se que quando Zeus reclamou a sua soberania sobre as moiras, assumiu o papel de Láquesis.


Texto de Teresa Cacho Pinilla (N.I.-1º)

Dulce Pontes em Cáceres

Como é sabido, no próximo sábado 17 de Novembro temos finalmente a viagem de estudos a Marvão e Castelo de Vide. Mas como nem todos têm a grande sorte de poderem vir, deixamos aqui mais uma sugestão para esse dia: o concerto de Dulce Pontes no Gran Teatro de Cáceres às 20h30.

E no nosso blogue, mais um "documento histórico": Lusitana Paixão em 1991...
Veja aqui a versão Karaoke e cante Lusitana Paixão de alma e coração.

sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

O Verão da minha vida


Naqueles tempos, para nós, os Verões começavam quando terminavam as aulas. Se eras um bom estudante, podias desfrutar de dois meses de jogo e diversão com os amigos. Posso dizer que, em termos de estudo, nunca tive problemas, e naquele Verão tomei a decisão de inscrever-me na Banda Municipal. E poderiam perguntar-se: porquê?
Já então, uma elegante rapariga de dezasseis belíssimos anos, tinha-me roubado o coração. Os seus olhos verdes, imensos como o mar, o seu cabelo de ouro polido, o seu sorriso alegre e sincero, acabaram por fazer-me perder a cabeça e, por conseguinte, tentar aproximar-me da sua vida.
Ela era "dançarina" na Banda Municipal e eu não podia deixar passar essa oportunidade. Ao princípio, o meu carácter introvertido e tímido era um obstáculo para o início da relação, mas a procura do seu amor valia a pena. Não importava que eu não tivesse a mínima ideia de tocar trompete, o mais importante era poder estar perto dela.
Os primeiros olhares, a nossa tímida apresenteção entre amigos, seriam o prefácio de um Verão fantástico. Depois começaram as viagens de autocarro em digressões, e estas eram a escusa perfeita para, desde o lugar contíguo ao dela, descobrir que, através da sua conversa, a sua personalidade era, ainda, uma manifestação de beleza superior. A sua subtileza, a sua espontânea sinceridade, acrescentavam a minha admiração por ela.
Nas vilas onde tocávamos, depois dos concertos, costumávamos dar passeios a meia-noite, sob o o olhar da Lua, cúmplice do nosso amor. As estrelas cadentes, com um rápido movimento no céu, assinavam a nossa paixão. Era uma sucessão de emoções que conectava sempre com o selo de um doce e maravilhoso beijo.
Ainda hoje, quando olho para o céu, a Lua, à espreita, sorri-me e sussurra-me, através do vento sereno, que as noites daquele Verão foram inesquecíveis.


Texto de Anselmo Carvajal Galán (N.I.-1º)

Um texto sobre mim próprio

Quem sou eu?
Eu chamo-me... Mas não acham que é melhor vocês adivinharem? Só têm de olhar para a fotografia... O quê? Não é suficiente? Claro, nessa fotografia eu só tinha três anos, e agora tenho trinta e nove. No próximo dezasseis de Abril vou fazer quarenta. Acham que eu sou muito velho?
Pronto, vai ser preciso eu descrever-me para vocês terem mais informação:

Eu nasci em Valhadolid, em Castela e Leão, e vim para a Estremadura espanhola há dez anos para trabalhar numa escola de ensino secundário.
Primeiro morei em Llerena, onde conheci a minha mulher e onde as minhas crianças nasceram.
Depois, mudámo-nos a Mérida, onde moramos há quatro anos.

Trabalho na Escola Secundária “Emérita Augusta” e ensino inglês.

Nos meus tempos livres, gosto de ouvir música, ler e viajar. O meu artista favorito é Tom Waits e leio romances e livros de divulgação. Se podemos sair de Mérida, costumamos visitar os nossos amigos noutras cidades, e aproveitamos para ver novos monumentos e paisagens nesses locais.

Acho que é tudo. Já sabem quem é que sou?

Texto de Óscar Luis Fernández Calvo (N.B.-2º)

Lentilhas com amêijoas

A seguinte receita é uma sugestão de José Manuel Hernández Maquirriaín (5ºAno).

Ingredientes para 6 pessoas:
  • Sal qb
  • 400 g de lentilhas
  • 1 cebola
  • Pimenta qb
  • Azeite
  • 1 ramo de salsa
  • 2 dentes de alho
  • 1 copo de vinho branco
  • 1 folha de louro
  • 500 g de amêijoas
Preparação:

Lave e escorra as lentilhas que estiveram de molho durante alguns minutos.

Numa panela, ponha as lentilhas com água fresca –o nível da água deve cobrir as lentilhas. Junte a folha de louro, meia cebola e uma colher de azeite.

Leve a cozer até as lentilhas ficarem moles (30 minutos) e tempere com sal no fim.

Em outra panela ponha azeite até cobrir o fundo. Pique o resto da cebola e aloure-a ligeiramente, junte o alho, o ramo de salsa picado, o vinho branco e deixe levantar fervura. Junte as amêijoas e cubra. Reservar.

Quando restarem cinco minutos às lentilhas, misture-as com as amêijoas e sirva quentinho.

Carla & Zafra

Hoje vou falar sobre a minha terra: Zafra.
Eu posso dizer que Zafra é uma povoação muita bonita, com um centro histórico, praças, parques, edifícios bonitos, muitas lojas, muitos bares e cafés… É sobretudo um lugar cheio de vida e onde as pessoas ficam pouco tempo em casa.

Mas Zafra é outra coisa para mim. É o lugar onde eu nasci, onde viveu sempre a minha família, onde eu fui mais feliz, de onde são as minhas amigas e onde moro há já mais de dez anos.

Quando eu era mais nova queria viajar e viver muito longe, conhecer outras cidades fora de Espanha… Mas agora, depois de fazer tudo isso, decidi que eu quero é trabalhar na Extremadura, viver em Zafra ou numa cidade próxima e ter sempre por perto as pessoas de que mais gosto. Não posso imaginar uma terra melhor para viver.
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Texto de Carla Álvarez Vela (N.B.-2º)

terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Gaivotas cor de prata


Gaivotas majestosas, com penas de prata, a planar sobre o oceano e o céu infinito.

Gaivotas a voar sobre a praia dourada, em bandos que se misturam e se separam, mudanças no rumo, som de grasnidos, cheiro a mar.
Gaivotas a mergulhar no mar, à procura de saborosos peixes. Gaivotas a fazer companhia aos minúsculos barcos de pescadores, que regressam ao cair da tarde à praia, à espera, paciente, dos peixinhos que caem fora.

Nuvens de prata, a fugir dos intrusos que as tentam fotografar...

É uma das imagens que melhor consegue captar como são verdadeiramente as praias da Caparica, as praias pelas quais tenho imensas saudades. Quando não estão cheias de turistas são o reino das gaivotas e dos pescadores. Quilómetros e quilómetros de areia fina e dourada, onde só se ouvem as instruções dos pescadores e os gritos das gaivotas. No mar, só as ondas e as preguiçosas velas brancas dos barcos.

No entanto, é uma imagem ameaçada: cada vez há menos pescadores, as praias cada vez estão mais sujas e poluídas. As gaivotas, que tentam aproveitar os restos deixados pela maré humana, estão a sofrer as consequências do nosso desinteresse pelo meio ambiente.

Mesmo assim, as praias de Caparica serão sempre as praias dos meus sonhos, desde que restem um barquinho e um bando de gaivotas no céu.
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Texto de María Bravo Conde (5º Ano)
Fotografia de Javier Cerrillo López
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Sobre as praias da Caparica no Inverno pode ouvir o seguinte documento: Evasões TSF

Madredeus e Wim Wenders

Imagens do filme Viagem a Lisboa (Lisbon Story) de Wim Wenders. Uma história e uma música inesquecíveis. Um retrato de Lisboa em 1994.

Quando uma guitarra trina
Nas mãos de um bom tocador
A própria guitarra ensina
A cantar seja quem for

Eu quero que o meu caixão
Tenha uma forma bizarra
A forma de um coração
A forma de uma guitarra

Guitarra, guitarra querida
Eu venho chorar contigo
Sinto mais suave a vida
Quando tu choras comigo

Rebeca em Copenhaga

Não fiz a escolha desta fotografia porque eu goste muito de cerveja, mas é que eu vi uma exposição de fotografias de camiões Carlsberg pelo mundo inteiro na net e esta é a nossa na cidade do criador desta cerveja conhecida hoje em todo o mundo.

Também gosto muito das fotografias tiradas automaticamente, das quais tenho inúmeras. Esta foi feita desde um banco dum parque verde como o camião estacionado no Kastellet de Copenhaga.

"Uma imagem vale mais do que mil palavras", mas também há tantas lembranças numa fotografia para os protagonistas desta que pode perder o valor sentimental para as pessoas que estejam a olhá-las sem sentir ou relembrar os momentos que aconteceram antes e depois deste instante.

Foi uma surpresa para mim o descobrimento da história que está na origem desta cerveja, que eu já conhecia pela televisão, e como este camião é o símbolo de como viajam as ideias e criações. O criador da Carlsberg (colina do Carl) foi o fundador do mais importante museu em Copenhaga que se chama Glyptotek. A cerveja foi criada no ano 1847 por Carl Jacobsen. Aconselho vivamente viajar até Copenhaga e conhecer a fábrica original da Carlsberg. É uma verdadeira obra de arte dum génio do século XIX, o Sr. Jacob Jacobsen.

Texto e fotografia de Rebeca Rivas Ortiz (5º Ano)
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Visitem o blogues Susana em Copenhaga e O Xico lá fora, um diário da fantástica experiência de um erasmus na Dinamarca! Os mais "cuscos" vão adorar...

domingo, 4 de Novembro de 2007

Passeio num dia de chuva

Apresentamos uma exposição da reconhecida fotógrafa emeritense Luisa Martínez Flores, aluna finalista de português na nossa escola.

Passeio num dia de Chuva





























quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

Explosão Colorida de Sapatos


As modas são como as marés: vão e vêm.
Que o diga esta montra de calçado de crianças que são iguais há un século.
Eu estava a dar um passeio numa rua e por acaso, dei de cara com esta explosão colorida de sapatos.
Olhei para eles, não como potencial compradora –há tempo que os meus filhos são já crescidos…
Eu reflicto e o pensamento é que volta sobre si mesmo:
Que diferentes são os passos que se davam com esses coloridos sapatinhos: impulsivos , inconscientes, para brincar; espontâneos, para descobrir o mundo; alegres: para procurar amigos, esperançados: para sonhar…
Os passos que hoje dão… conscientes, meditados, tantas vezes desiludidos…

Mas para mim, que tanto adoro sapatos como gosto da vida, eles são o símbolo do decorrer dela.


Texto e fotografia de Coral Garrido Blanco (5º Ano)

sábado, 27 de Outubro de 2007

Momentos bem passados



Como a saudade é um sentimento tipicamente português, vamos recordar a viagem de estudos que fizemos em Novembro de 2005 a Vila Viçosa. Conseguem ver as fotografias?...

Por falar em viagens... A próxima é já no sábado dia 17. Destinos: Marvão e Castelo de Vide.
Mais informação daqui a uns dias.

Creme de batatas com ervilhas



A seguinte receita tradicional portuguesa faz parte da série "Cozinha-Michel" dos supermercados Modelo (e dos outros formatos do grupo Sonae).
Dedicado especialmente às alunas da turma do 2º ano de Nível Básico Paqui, Isabel e Encarna, que participaram com óptimos resultados no concurso gastronómico da nossa EOI na última festa de Natal, e ao Antonio, que é também perito nestes temas da boa mesa...

Tempo de preparação: 20'
Tempo de cozedura: 25'
Ingredientes para 6 pessoas:

Preparação:

Descasque as batatas, a cebola e os alhos, lave bem o alho francês e corte a parte verde do mesmo. Corte grosseiramente todos os ingredientes.
Deite num tacho a banha de porco, os legumes atrás referidos e as ervilhas. Deixe refogar lentamente durante 7 min. Levante o lume, molhe com água, acrescente o pedaço de bacon e deixe cozer 20 min. depois de levantar fervura.

Corte as fatias de pão em cubos e frite-as em azeite. Retire o pedaço de bacon da sopa, corte-os aos cubos pequenos e reserve.

Triture a sopa com a varinha mágica e, seguidamente, passe-a pelo passador, para dar um aveludado total ao creme de ervilhas. Verifique o tempero e sirva com os cubos de pão frito e de bacon e uma folha de hortelã.

Bom proveito!!!
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Para acabar este post, quero deixar aqui um desafio ao José Manuel (5º ano), que é um grande cozinheiro nos tempos livres como, aliás, também demostrou na referida festa de Natal: Podias partilhar connosco os teus "segredos" de cozinha?...

Não se esqueçam de fazer comentários!! O que é que se passa com as palvras escritas com a cor das ervilhas?...


sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

Crónica do concerto de Rão Kyao - Badajoz, 23 de Outubro



Parabéns José Ignacio, a presença do blog é formidável e para contribuir, deixo o meu primeiro grão.
Eu vou fazer o comentário do concerto ao vivo, que Rão Kyao deu no passado dia 23 às vinte e uma horas no Teatro López de Ayala de Badajoz, organizado por Ágora Escena, e que tive a sorte de presenciar. Foi fantástico. Embora seja complicado falar do que eu senti durante a hora e meia do concerto, vou tentar fazê-lo.
Eu já o conhecia, porque há alguns anos, numa viagem pelo sul de Portugal, creio que foi em Faro, andava a procura numa loja de discos de nova música portuguesa e entre outros apresentaram-me o disco, em vinil, Fado bailado de Rão Kyao e o mestre da guitarra portuguesa António Chaínho. Quando o ouvi, senti que esses sons tirados do saxo e da guitarra eram mais alguma coisa do que simples acordes. Depois daquilo, não foi até ao disco, já em CD, Delírios Ibéricos (onde a música portuguesa e o flamenco, de mão dada com Ketama, se cruzavam) que tive ocasião de voltar a ouvi-lo, podendo comprovar que continuava a ser tão bom músico. Adoro esse disco. Sei que por enquanto gravou 17, mas eu desde aquela altura não tinha ouvido mais nada dele.
Mesmo assim fiquei muito contente quando soube do seu concerto cá, tão perto. Não hesitei em deslocar-me até Badajoz para desfrutar com a sua música.
E ali estava ele. Era mesmo o próprio Rão Kyao no palco. Apareceu portando sete flautas de bambu colocadas num suporte que fazia pensar em outro instrumento um bocado esquisito. Acompanhava-o o resto do grupo: aos teclados Renato, à bateria André, à percussão Ruca, que foram apresentados por ele ao longo do concerto. Peço desculpa mas do nome do guitarrista não consigo lembrar-me.
A sala estava quase cheia e as pessoas bem dispostas. A actuação começou com os sons da terra, o ar ficou cheio de luz com o seu primeiro tema Saudando ao sol, a seguir os sons rurais fizeram lembrar os nossos jogos de criança com Joelhos na era. O percurso pelos cantos da Alfama, a sua luz e a presença dos seus moradores, chegam com o tema Porto Alfama. A seguir, um paseio pelo imaginário alentejano com Castro Verde. Um dos temas de que mais gostei foi A lua e os lobos, a linguagem da natureza chegava das notas numa eclosão de cores que fez estremecer a sala toda, era mesmo a força do vento e o tremer da terra o que se ouvia. A maresia chegou com Troia. Outro dos temas que gostei bastante, Asas do sonho, levou-me a través de sensações a flor de pele a um mundo onde tudo é possível. Ficou muito claro, por tantas alusões ao fruto do deus Baco, o seu gosto pelo requintado e, segundo ele disse, tão misterioso elixir, atingindo-nos com o seu aroma em A festa do vinho. Além disso, a mágica e antiga chama do mundo muçulmano entrou numa bela prenda, Fado andalusí. Os sons e sabores da terra dos cantos antigos do povo encheram de ar fresco os nossos pulmões com o tema Velha Baixa. Depois, um solo da bateria quis que a mesma montanha viesse até nós desafiando ao próprio profeta, a percussão juntou-se e já o diálogo entre eles a todos estremeceu em Dança da Montanha. Esse momento foi sublime e os aplausos abraçaram-no. Finalmente presenteou-nos com um tema inédito onde o ar do Oriente esteve presente. Já concluído o concerto e ao abrigo dos aplausos fizemo-lo sair de novo, dedicando-nos mais dois encores que partilhámos com ele a bater palmas e dançando aos sons dos temas baseados principalmente na música popular portuguesa. Fiquei maravilhado, foi uma noite inesquecível.

Mérida, 24 de Outubro de 2007


Texto de Manuel Díaz Pérez (N.I.-1º)

terça-feira, 23 de Outubro de 2007

Canções de Outubro

Eis a lista das músicas que nos acompanharam ao longo do mês de Outubro.

Já podem votar nas canções de que mais gostaram!!
É só carregar na palavra "comentários" que aparece sublinhada em azul e escolher as três músicas preferidas. Quais serão as ganhadoras deste mês?...

1 Solta-se o Beijo (Sara Tavares e Nuno Guerreiro)
2 Foi Feitiço (André Sardet) Karaoke
3 O Azul do Céu (André Sardet)
4 Hoje vou ficar (Mafalda Veiga e André Sardet)
5 Para mim tanto me faz (D’zrt)
6 Ele e Ela (Entre Aspas) - Ver mais
7 Dunas (GNR)
8 Um Resto de Tudo (João Pedro Pais)
9 Estou aqui (Pedro Abrunhosa)
10 Momento (Pedro Abrunhosa) Karaoke
11 Tudo o que eu te dou (Pedro Abrunhosa) Ao vivo
12 Deixa o Mundo Girar (Pólo Norte)
13 O Carteiro (Sérgio Godinho)
14 O Mundo aos meus Pés (Três Tristes Tigres)
15 Matas-me com o teu olhar (UHF)
16 A Vida Segue lá Fora (Lúcia Moniz)
17 Os Loucos de Lisboa (Rui Veloso e Ala dos Namorados)
18 Nunca me Esqueci de ti (Rui Veloso)
19 Para te ter aqui (Sara Tavares e VdR)
20 Carta (Toranja)

Não deixem de participar!...

Vejam ainda a Desfolhada Portuguesa da Simone de Oliveira...
...e os meninos do coro.

segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Uma questão de bigodes...

Ora, temos aqui um debate interessante. Os clichés e lugares comuns da linguagem dos políticos à distância de um "clique"...

Vamos ver se isto dá...



Olá a todos! Nunca me dei bem com as novas tecnologias e não sei se vou conseguir lançar o blogue... Mas entre todos havemos de lá chegar.
Espero que esta nova ferramenta do departamento de português da EOI de Mérida possa ser útil para treinar a expressão e compreensão escrita, mas sobretudo para fazer com que todos os alunos das 7 turmas possam ter um espaço onde partilhar as suas experiências.